
À CNN, pentacampeão avalia de forma positiva "não favoritismo" do Brasil
Ex-jogador relembra a conquista do pentacampeonato em 2002 e destaca a importância da experiência dos veteranos que haviam perdido a final de 1998
O favoritismo nem sempre é garantia de sucesso para a Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Esta é a análise de Edmílson, que destaca como o Brasil teve dificuldades históricas quando chegou como favorito em mundiais.
Em sua análise, o ex-jogador pondera que o favoritismo é natural para seleções tradicionais como Brasil, Argentina, França, Alemanha e Itália. No entanto, ele alerta: "Você não pode transformar um favoritismo em regalias".
A importância da experiência de 1998
A geração pentacampeã de 2002 tinha um diferencial importante: a presença de jogadores que haviam vivenciado a derrota na final de 1998. Edmílson destaca especialmente quatro atletas fundamentais naquele elenco: Roberto Carlos, Cafu, Ronaldo e Rivaldo.
"Poucas pessoas lembram que quando você leva um revés, você tem uma nova oportunidade de mudar a trajetória e o destino da sua vida", reflete Edmílson sobre o aprendizado daquele grupo após a derrota para a França em 98.
União como fator decisivo
Para Edmílson, o espírito de união foi fundamental para o sucesso em 2002. "Quando você vai para uma Copa do Mundo, você vai para a guerra. E quando você vai para a guerra, só tem uma forma de você vencer: unido", enfatiza.
O ex-jogador ressalta ainda que o resultado positivo só vem quando há um pensamento coletivo: "A partir do momento que você pensa só em você e não pensa no time, não vai ter resultado".


