Neymar fora do time titular? Michel Bastos aponta disputa com Matheus Cunha
Ex-jogador da Seleção Brasileira e comentarista do CNN Esportes avalia esquema de Ancelotti e afirma que camisa 10 só teria espaço na função de falso 9, posição ocupada por Matheus Cunha
Neymar não tem espaço entre os titulares da Seleção Brasileira no esquema atual adotado por Carlo Ancelotti. Essa é a avaliação do comentarista Michel Bastos, que analisou as opções táticas disponíveis para o treinador na partida contra a Escócia.
Segundo o ex-jogador da Seleção Brasileira, o único encaixe possível para Neymar no time seria na função de falso 9 — exatamente a posição ocupada por Matheus Cunha, que vem se destacando pela Seleção.
"Hoje, sinceramente, na equipe titular não cabe", afirmou o comentarista. "Eu só veria o Neymar fazendo esse falso 9, como o Matheus Cunha faz, de vir jogar, buscar o jogo. De resto, não vejo o Neymar jogando."
Matheus Cunha como obstáculo
Michel Bastos destacou o bom desempenho de Matheus Cunha como fator determinante para a dificuldade de incluir Neymar no time titular. O comentarista lembrou que o próprio Ancelotti elogiou publicamente o atacante em coletiva de imprensa, citando-o como exemplo positivo após a partida contra o Haiti.
"Como você vai tirar o Matheus Cunha? Ele entrou bem contra o Marrocos, entrou como titular, foi decisivo", ressaltou Michel Bastos. Para o comentarista, colocar Neymar no lugar de Raphinha, Paquetá ou Bruno Guimarães também não faria sentido tático, já que o meio-campo da Seleção já enfrenta dificuldades.
Pressão sobre Ancelotti
O debate também abordou a pressão que recai sobre Ancelotti para utilizar Neymar durante as partidas. Um dos participantes do programa levantou o cenário hipotético em que o Brasil estivesse empatando com a Escócia e o treinador optasse por não acionar o camisa 10 mesmo com ele disponível no banco.
Michel Bastos reconheceu a pressão, mas defendeu que as decisões devem priorizar o desempenho coletivo. "O treinador tem que fazer a melhor escolha para o bem da Seleção Brasileira, para que aquilo melhore taticamente e tecnicamente dentro do jogo", disse.
Michel Bastos também ponderou que o esquema tático anterior, o 4-2-4, permitia o encaixe natural de Neymar. Com a mudança para um sistema com três meias e três atacantes, o espaço para o jogador ficou mais restrito.
O comentarista concluiu que a participação de Neymar deve ser avaliada no decorrer da partida, cabendo a Ancelotti decidir o momento e a forma ideais de utilizá-lo. "Se durante o jogo o Ancelotti entender que o Matheus Cunha não está bem, coloca o Neymar. Aí inclui o Neymar", finalizou.


