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    CNN Esportes

    Dois atletas de clube cearense são suspensos por suspeita em esquema de apostas

    Guarani de Juazeiro perdeu de 6 a 0 para o Iguatu; empresa contratada pela FCF detectou atitudes suspeitas

    Cinco dos seis gols ocorreram no segundo tempo em um espaço de 21 minutos
    Cinco dos seis gols ocorreram no segundo tempo em um espaço de 21 minutos Reprodução / FCF TV

    Marcel Rizzoda Itatiaia

    O Tribunal de Justiça Desportiva do Ceará (TJD-CE) suspendeu provisoriamente dois jogadores do Guarani de Juazeiro por suspeita de participação em esquema de favorecimento a quadrilhas que fraudam apostas esportivas online. Os nomes dos atletas não foram divulgados.

    O jogo em que os fatos teriam ocorrido foi realizado em 5 de julho, pela Taça Fares Lopes.

    O torneio é organizado anualmente no segundo semestre pela Federação Cearense de Futebol (FCF) para dar calendário a equipes do estado que não participam das quatro divisões do Campeonato Brasileiro ou para que clubes maiores, como o Fortaleza, possam dar ritmo de jogo a atletas não aproveitados.

    O Guarani de Juazeiro viajou para enfrentar o Iguatu pela segunda rodada e perdeu por 6 a 0.

    A empresa Sportradar, contratada pela FCF para fazer monitoramento de apostas esportivas e cruzamento de informações que identifique possíveis manipulações em jogos, informou à entidade em relatório sobre a possibilidade dos dois atletas do Guarani “estarem praticando atos contrários à lisura desportiva com indícios flagrantes de envolvimento em apostas esportivas”.

    O que de fato os dois atletas possam ter feito está sendo mantido em sigilo. A súmula do jogo, assinada pelo árbitro Francisco Willame da Silva Ferreira, mostra que cinco dos seis gols ocorreram no segundo tempo, em um espaço de apenas 21 minutos, entre o 6º e o 27º, algo incomum.

    Teve gol aos 10, 11 e 16 minutos. Somente atletas do Guarani levaram cartão amarelo no jogo, cinco no total, e dois deles nos acréscimos do primeiro tempo.

    A diretoria da FCF enviou o relatório da Sportradar para membros do TJD-CE, que optaram pela suspensão provisória dos dois jogadores. O caso agora será investigado pela procuradoria do tribunal, e as informações podem ser repassadas ao Ministério Público do Ceará para que seja tratado nas esferas cível e criminal.

    Nos últimos meses, principalmente após investigação da promotoria de Goiás, diversos casos de atletas suspeitos de participarem de esquemas com quadrilhas que manipulam apostas esportivas foram revelados.

    O MP goiano já denunciou ao menos 17 pessoas, e o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) suspendeu oito jogadores, com penas que chegaram ao banimento do futebol.