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    PGA Tour Américas: Golfistas brasileiros têm maior desafio do ano no Campo Olímpico

    Dez jogadores do país disputam o Brazil Open, de quinta a domingo, com 225 mil dólares em prêmios

    Breno Domingos, golfista brasileiro
    Breno Domingos, golfista brasileiro Foto: PGA Americas

    Ricardo Fonsecada CNN

    Com a entrada de Igor Santana, que estava na reserva, agora serão dez os jogadores do Brasil que irão disputar o 69º ECP Brazil Open, terceira etapa do ano do PGA Tour Américas, que começa a ser disputado nesta quinta-feira (18) e prossegue até domingo (21), no Campo Olímpico de Golfe, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

    O torneio válido para o Ranking Mundial profissional (OWGR, na sigla em inglês), e vai distribuir 225 mil dólares em prêmios, sendo 40,5 mil dólares para o campeão.

    Participam do torneio 144 jogadores, mas apenas os 60 melhores e empatados após os dois primeiros dias poderão voltar a campo no final de semana, para disputar os prêmios em dinheiro e os pontos para o OWGR.

    Jogarão no Rio de Janeiro golfistas de 19 países, sendo 81 do Estados Unidos. Os outros países com mais participantes são a Argentina (16), Canadá (13), Brasil (10), México (6), Chile (3) e Inglaterra (2). Os demais, um por país, são da Austrália, China, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Escócia, Finlândia, França, Japão, Nova Zelândia, Peru e Suécia.

    Brasileiros na competição

    Os principais brasileiros em campo são Alexandre Rocha e Rafa Becker, ambos ex-campeões do torneio. Os dois têm o cartão, isto é, são membros do PGA Tour Américas e poderão jogar todos os 16 torneios da temporada inaugural desse circuito, que serve de classificatória para o Korn Ferry Tour (KFT), onde joga o brasileiro Fred Biondi. O KFT, por sua vez, é a única porta de entrada para quem quer jogar no PGA Tour, o mais, mais bem pago e mais importante circuito profissional do mundo.

    Rafa Becker, golfista brasileiro
    Rafa Becker é uma das esperanças de vitória do Brazil Open / Foto: PGA Américas

    Embora não joguem em circuitos internacionais, outros cinco brasileiros, que entraram na competição com convites, também têm condições de ter um bom desempenho nesta semana: Felipe Navarro, Rodrigo Lee, Axell Balestre e Ronaldo Francisco, os quatro primeiros do ranking brasileiro profissional, convidados pela Confederação Brasileira de Golfe; e Breno Domingos, do Campo Público de Japeri, convidado pelo Campo Olímpico.

    Com exceção de Breno, os outros quatro convidados já jogaram no PGA Tour Latinoamérica, circuito encerrado em 2023, que deu origem ao atual PGA Tour Américas. Completam a lista de brasileiros Carlos Eduardo Ferreira, Bernardo Willemsens e Igor Santana, que conseguiram vaga no torneio de classificação disputado na segunda-feira.

    Desafios do torneio

    O Campo Olímpico de Golfe foi inaugurado em 2016 para os Jogos do Rio, competição que marcou a volta do golfe como esporte olímpico depois de 112 anos de ausência.

    O percurso de par 71 e 7.163 jardas de comprimento foi projetado pelo designer americano Gil Hanse, um dos mais aclamado da nova geração de arquitetos do campos de golfe.

    Construído ao lado de uma área de mangue, perto do mar, o percurso tem o estilo “links” dos campos escoceses, com vegetação rasteira e onde o vento que sopra da praia costuma ser um fator decisivo.

    Na Olimpíada do Rio, a medalha de ouro foi para o profissional inglês Justin Rose, que somou 268 (67-69-65-67) tacadas, 16 abaixo do par. Na mesma competição foram registrados os dois resultados mais baixos do Campo Olímpico, que permanecem como recorde profissional: as 63 tacadas do australiano Marcus Fraser, que fez nove birdies para jogar oito abaixo na estreia, marca igualada pelo americano Matt Kuchar na volta final, o que lhe valeu a medalha de bronze.

    O recorde de 72 buracos (quatro dias) é do mexicano Rodolfo Cazaubón, que venceu o Brazil Open de 2017 com 267 tacadas, 17 abaixo.

    Campo Olímpico de Golfe, no Rio de Janeiro
    Campo Olímpico de Golfe, no Rio de Janeiro/ Foto: PGA Americas

    Favorito

    O jogador mais bem colocado no ranking mundial (308º) em campo e favorito ao título é o veterano mexicano José de Jesús Rodríguez, de 43 anos, conhecido no circuito como “El Camarón” (Camarão).

    Ele vem de uma vitória no torneio anterior do PGA Tour Américas, o Totalplay Championship, jogado no México, no final de março, e conhece bem o Campo Olímpico, onde terminou em oitavo no Brazil Open de 2016 e foi vice-campeão da competição no ano seguinte.

    Os dez primeiros colocados do ranking final da temporada de 2022 do PGA Tour Américas, ganharão cartões totalmente isentos para jogar no KFT em 2024. Há outros cinco cartões condicionais (sujeitos a reclassificações após os primeiros torneios do ano), sendo dois para quem somar mais pontos nos seis torneios na América Latina, e três no restante da temporada, com jogos no Canadá e EUA. Os próximos torneios serão no Peru, Equador e Colômbia.


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