US Open será teste de resistência para Djokovic, que busca fazer história

Aos 39 anos, tenista sérvio persegue o 25º Grand Slam de sua carreira para superar Margaret Court

Angelica Medina, da Reuters
Compartilhar matéria

Novak Djokovic chega ao US Open em busca de um recorde: seu 25º título de Grand Slam. No entanto, essa nova tentativa de fazer história traz à tona dúvidas renovadas sobre se seu corpo, aos 39 anos, conseguirá suportar o que talvez seja a quinzena mais desgastante do tênis.

O tetracampeão do US Open alcançou a marca recorde de 10 finais masculinas em Nova York. Mais um título em Flushing Meadows permitiria ao sérvio superar os 24 títulos de Grand Slam (em simples) de Margaret Court e assumir, de forma isolada, o recorde histórico.

Ele chegou à final do Australian Open este ano após vencer Jannik Sinner em uma semifinal de cinco sets e também alcançou a semifinal de Wimbledon, mas a derrota no Cincinnati Open, neste mês, serviu como um lembrete dos limites físicos que ele precisa administrar.

Em sua primeira partida desde Wimbledon, Djokovic dominou o primeiro set contra o argentino Thiago Agustín Tirante antes de ser afetado pela umidade sufocante.

O sérvio chegou a cair de joelhos durante um game de serviço de 18 minutos no segundo set e recebeu atendimento médico antes de perder a partida por 2-6, 6-4, 6-4.

"É simplesmente um problema de saúde que tenho. Isso vem me incomodando nos últimos anos", disse Djokovic após o jogo. "Tenho muitas dificuldades, especialmente quando há alta umidade e calor."

O episódio reforça os desafios habituais do último Grand Slam da temporada: o calor do fim do verão, a umidade elevada, as quadras duras e as sete rodadas extenuantes de partidas muito disputadas necessárias para conquistar o título.

A desistência de Sinner, devido a uma lesão no joelho direito, eliminou um de seus adversários mais difíceis; no entanto, o atual campeão Carlos Alcaraz continua sendo a principal ameaça, apesar de chegar ao torneio após um período afastado por lesão no punho.

O espanhol de 23 anos venceu Djokovic nas semifinais do US Open do ano passado e na final do Australian Open em janeiro. Além dele, o campeão de Roland Garros, Alexander Zverev, os americanos Ben Shelton e Taylor Fritz, e uma geração mais jovem — cada vez menos intimidada pela aura de Djokovic — prometem tornar a competição perigosa.

O maior trunfo de Djokovic é a sua experiência. Poucos jogadores conseguem igualar sua capacidade de suportar a pressão enquanto se adaptam ao longo de uma partida de cinco sets. No entanto, ele tem menos margem para erros do que em seus anos de maior domínio.

Um sorteio inicial favorável, games de serviço eficientes e partidas curtas na primeira semana podem ser cruciais para que ele poupe energia suficiente para as rodadas finais — especialmente porque sua busca por fazer história pode depender de seu corpo acompanhar o ritmo de sua ambição.

Acompanhe Esportes nas Redes Sociais