Tifanny viaja e treina com o Osasco mesmo impedida de jogar na Superliga

14ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro indeferiu nesta sexta-feira (6) um novo pedido de liminar apresentado pela defesa da atleta

Felipe Alencar, da CNN Brasil

Mesmo impossibilitada pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) de jogar a Superliga feminina, a oposto Tifanny Abreu continua participando das atividades com o time, o Osasco.

A atleta viajou com a equipe para o Rio de Janeiro e fez o treinamento pré-jogo nesta sexta-feira (6). O duelo do Osasco é contra o Fluminense, pela Superliga feminina de vôlei.

Momentos depois do treinamento, Tifanny recebeu mais uma notícia ruim da Justiça. A 14ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro indeferiu um novo pedido de liminar apresentado pela defesa da oposta, que tenta reverter a decisão que a tirou das competições organizadas pela Confederação Brasileira de Voleibol.

A ação buscava anular o julgamento do Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol (STJD), que manteve o impedimento da atleta. Ao analisar o novo pedido, a magistrada considerou que a discordância da jogadora em relação ao resultado da Justiça Desportiva não é suficiente para suspender os efeitos da decisão.

"A mera discordância da parte autora quanto ao resultado do julgamento proferido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, no Mandado de Garantia nº 002/2026, não constitui, por si só, fundamento suficiente para justificar a suspensão de seus efeitos", afirmou a juíza.

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A atleta permanece sem condições de jogo nas competições promovidas pela CBV. Assim, a jogadora novamente desfalca a equipe do Osasco.

Por que Tifanny foi impedida de jogar?

A situação da oposta começou a mudar em agosto, quando a CBV anunciou a adoção de uma nova política de elegibilidade para a categoria feminina, baseada nos critérios estabelecidos pelo COI.

Pelas novas regras, as atletas precisam apresentar um teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento sexual masculino. Quem não comprovar os critérios estabelecidos fica impedida de participar das competições abrangidas pela política.

Aos 41 anos, Tifanny disputa a Superliga desde 2017 e está em sua sexta temporada pelo Osasco. Primeira atleta transexual a atuar na elite do vôlei feminino brasileiro, ela está impedida de participar de competições nacionais por conta do regulamento.

 

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