Fluxo de passageiros entre Brasil e China retoma ao patamar pré-pandemia

Primeiro quadrimestre de 2026 registrou recorde de viajantes; São Paulo exerce papel de hub para passageiros da América Latina em direção ao país asiático  

Dalton Almeida, da CNN Brasil, Brasília
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O fluxo de passageiros entre Brasil e China nos primeiros quatro meses do ano em 2026 superou, pela primeira vez, o número registrado em 2019, no período pré-pandemia.  

O crescimento coincide com os primeiros 11 meses de isenção de visto para viajantes brasileiros pelo governo da China, em vigor desde junho de 2025. No dia 1º de maio de 2026, entrou em vigor a isenção de visto para chineses em deslocamento para o Brasil. 

E em comparação ao primeiro quadrimestre do ano passado, o total de viajantes entre os dois países foi 38% maior. Os dados são da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). 

Em 2019, antes da pandemia, os meses de janeiro a abril registraram 4.297 passageiros. Agora em 2026, o total foi de 5.954 pessoas. A quantidade também representa 38% de crescimento em relação ao mesmo período de 2024, quando embargaram entre as duas nações 4.289 turistas.  

Em todo o ano passado, o número de viajantes entre os dois países foi de 12.754 e em 2019, antes da pandemia, 12.239. 

Brasil como “hub” 

Os dados de 2026 confirmam que o Brasil também está se transformando num "hub” de ligação para passageiros da América Latina em direção à China 

Na lista de 10 aeroportos de origem e destino dos passageiros em direção ao Oriente, os terminais argentinos representam 9,14% (Aeroparque, 5,49%, e Ezeiza, 3,65%). Os passageiros com origem em Santiago do Chile alcançaram 5,56%.  

Dos aeroportos brasileiros, os maiores embarques são de Guarulhos (25,99%) e Rio de Janeiro (11,46%).