Governo prevê investimentos de mais de R$ 100 bi em rodovias para 2027
Ministério dos Transportes projeta 11 leilões para o próximo ano, com duas otimizações contratuais

O Ministério dos Transportes anunciou nesta quinta-feira (15) a carteira de rodovias e ferrovias para 2027 com investimentos estimados em R$ 102,68 bilhões. Ao todo, estão previstos 11 leilões para o próximo ano — nove deles a partir de novos estudos e dois de otimizações contratuais.
A nova carteira incorpora trechos que, no total, somam 2.455,68 km, sendo 550,29 km de faixa adicional e 569,07 km de duplicação. Em relação ao montante esperado, são estimados R$ 54,87 de capex e R$ 47,82 opex.
Veja abaixo o cronograma:
- Rota Integração do Sul: leilão em junho
- Rota Portuária do Sul: leilão em junho
- Rota Vale do Itajaí - Malha Catarinense (lote 1): leilão em julho
- Rota Meio Oeste - Malha Catarinense (lote 3): leilão em julho
- Rota do Vale do Café: leilão em setembro
- Rodovia Transbrasiliana: leilão em outubro
- Rota Portuária Itaquí: leilão em setembro
- Rota Catarinense - Malha Catarinense (lote 2): leilão em novembro
- Rota Planalto Sul: leilão em novembro
- Rota do Açu: leilão em dezembro
- Rota Centro-Sul Baiano: leilão em dezembro
O anúncio se deu durante evento realizado na B3, em São Paulo, nesta quinta. Antes do lançamento da carteira, o ministro dos Transportes, George Santoro, e o ministro das comunicações, Frederico Filho, apresentaram a nova política de conectividade das rodovias brasileiras.
Durante as apresentações, representantes do Ministério dos Transportes, da Infra S.A e do BNDES destacaram os números de concessões e investimentos realizados nos quatro anos do atual governo. De 2023 até o momento foram 31 leilões, oito vezes mais em relação à média histórica dos últimos 30 anos.
Apesar de celebrar os avanços em concessões, o ministro dos Transportes reconheceu que as metas estabelecidas foram ousadas, o que levou à postergação de alguns projetos da carteira de 2026 para o próximo ano. Santoro também falou sobre dificuldades com o TCU (Tribunal de Contas da União) em relação a leilões de ferrovias neste ano.
Por fim, Santoro ressaltou a importância de ampliar as condições de financiamento diante do volume de projetos para os próximos anos.

