Lula critica Enel e diz que empresa “não cumpriu nada” do que prometeu
Distribuidora de São Paulo passa pelo processo de caducidade após diversos apagões

Chamando a Enel de "empresa italiana", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a atuação da companhia no Brasil e afirmou que a companhia “não cumpriu nada” do que havia prometido ao governo federal e à primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.
A declaração foi dada durante o evento Sente a Energia, nesta sexta-feira (8), que anunciou a renovação de 16 concessões de energia elétrica com previsão de R$ 130 bilhões em investimentos até 2030.
“Ela [Enel] não cumpriu nada do que prometeu para mim e para a primeira-ministra da Itália”, afirmou Lula ao comentar a situação da distribuidora.
As críticas ocorrem em um momento em que a concessão da empresa em São Paulo enfrenta um processo de caducidade, após aval da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para abertura do procedimento que pode resultar na perda da concessão.
Outro lado
Em nota, a Enel Brasil afirmou que "vem cumprindo integralmente todos os planos e compromissos assumidos por suas distribuidoras" e que os investimentos na área de concessão de São Paulo totalizaram R$ 5 bilhões nos últimos dois anos.
"Em relação à Enel São Paulo, a empresa reforça que seguirá atuando para demonstrar, em todas as instâncias, o cumprimento dos indicadores estabelecidos em contrato e no plano de recuperação apresentado à Aneel em 2024. A Enel Brasil reafirma sua plena confiança nos fundamentos legais e técnicos que orientam suas operações no país", afirmou.
Ainda segundo a nota, desde 2024, a empresa "contratou mais de 3,8 mil profissionais para o reforço das operações de campo, dos quais 1,6 mil em São Paulo".
"Como resultado desses investimentos e do fortalecimento operacional, o tempo médio de atendimento aos clientes da Enel São Paulo foi reduzido em cerca de 50% em 2025 em relação a 2023, enquanto o percentual de interrupções prolongadas caiu 86% no mesmo período", declarou.


