ONS contrata 344 MW para reduzir demanda no horário de pico

Grandes consumidores receberão uma remuneração mensal para disponibilizar cortes de consumo ao operador até dezembro de 2026

Rafaela Panessa, da CNN Brasil*
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ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) contratou, nesta quarta-feira (15), 344 MW em capacidade de redução do consumo de energia no SIN (Sistema Interligado Nacional).  

A contratação foi realizada por meio do terceiro Mecanismo Competitivo de Resposta da Demanda, que remunera grandes consumidores para diminuir o uso de eletricidade quando acionados pelo operador, especialmente nos períodos de maior demanda. 

Ao todo, 12 ofertas foram selecionadas. O certame registrou deságio médio de 49,23% em relação ao preço-teto definido pelo ONS, enquanto o maior desconto chegou a 57,5%. O resultado indica que os participantes aceitaram prestar o serviço por valores inferiores ao limite estabelecido pelo operador.  

Diferentemente dos leilões tradicionais do setor elétrico, nos quais são contratadas usinas para aumentar a oferta de energia, a resposta da demanda atua sobre o consumo. As empresas participantes se comprometem a reduzir ou deslocar suas atividades para fora dos momentos de maior pressão sobre o sistema. 

A região Sudeste/Centro-Oeste concentrou 61% da capacidade negociada. O Nordeste respondeu por 35% e o Sul, por 4%. Entre as atividades econômicas participantes, o segmento de metalurgia e produtos de metal representou 86% do volume contratado.  

Os contratos deverão ser assinados até 31 de julho. As empresas vencedoras receberão uma receita fixa mensal até dezembro de 2026 para manter a capacidade de redução à disposição do ONS. Durante o período contratual, o operador poderá realizar dois acionamentos mensais, quando os participantes deverão efetivamente diminuir o consumo. 

O certame foi visto como um sucesso por integrantes do setor. Em nota, a Abrace Energia afirmou que o deságio obtido mostra que há consumidores dispostos a oferecer essa flexibilidade a preços competitivos e reforça o potencial da modalidade para elevar a segurança do fornecimento com menor custo. 

*Sob supervisão de Robson Rodrigues