Trabalhadores no setor de saneamento cresceram 6,9% em 2025, aponta Abcon
Levantamento também registrou avanços na expansão dos serviços, com mais de R$ 227 bilhões contratados em investimentos

O número de trabalhadores no setor de saneamento cresceu 6,9% no último ano, se comparado a 2024, e chegou a 165.425 profissionais contratados, segundo levantamento feito pela Abcon (Associação Brasileira das Empresas de Saneamento) e divulgado nesta segunda (10) no "Panorama da Universalização do Saneamento", que analisou os avanços desde a sanção do marco legal, em 2020.
Em entrevista coletiva, a diretora-presidente da ABCON, Christianne Dias, afirmou que o marco trouxe uma expansão dos serviços e do acesso à população, fazendo com o que a universalização deixasse de ser uma meta e se tornando um "processo em andamento".
Os resultados mostram que o Marco Legal colocou o saneamento em um novo patamar de investimentos. Agora, é essencial preservar a estabilidade regulatória para que esses projetos sejam executados e o Brasil alcance as metas de universalização até 2033
Segundo a associação, ao longo de 2025, o setor pagou R$ 28,6 bilhões em remunerações, com uma média de R$ 6.595 por trabalhador, valor que é 74% superior ao salário médio da economia brasileira (R$ 3.783), e equivalente a cerca de quatro vezes o salário mínimo.
Já em relação aos investimentos, desde 2024, o setor registrou o terceiro recorde consecutivo na soma anual, registrando R$ 29,1 bilhões aplicados em água e esgoto. Trata-se de um crescimento de 9% em relação ao ano anterior.
Concessões contrataram R$ 227 bi
Ainda no estudo, a Abcon destacou as concessões realizadas desde o início do marco. Foram realizados 70 leilões, com a contratação de mais de R$ 227 bilhões em investimentos.
Outros 31 projetos estão em estruturação, e há a previsão de R$ 32 bilhões em investimentos em mais 636 municípios.
Nesse contexto, a participação privada nos investimentos atingiu 32,4% em 2024, ante 15,1% em 2020, ano em que o marco foi sancinado.
Apesar dos avanços em seis anos, o levantamento expõe que ainda há desafios importantes no processo para se alcançar a universalização total dos serviços.
O novo marco legal do saneamento estipulou que 99% da população brasileira tenha acesso a água potável e 90% a coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033.


