Voll registra 95% de aumento em 2026 na chegada de chineses ao Brasil

Empresa prevê realizar 30 missões de executivos brasileiros à China em 2026, o dobro do ano passado

Dalton Almeida, da CNN Brasil, Brasília
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Especializada em viagens corporativas, a Voll registrou um aumento de 95% na entrada de passageiros chineses no Brasil entre 1º de janeiro e 8 de maio de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. No fluxo inverso, de brasileiros em direção à China, a empresa teve crescimento de 35%.  

A empresa não divulga os números absolutos do crescimento, mas no ano passado realizou 15 missões de executivos brasileiros para a China e espera, para 2026, pelo menos dobrar esse número em função das negociações já em andamento.  

A Voll atende 350 grandes empresas e um universo de 850 mil viajantes por mês.

Luiz Moura, um dos fundadores da Voll, aponta que a decisão do governo chinês de isentar o turista brasileiro do visto a partir de junho do ano passado como um dos principais motivos para o crescimento. 

E o executivo indica pelo menos dois fatores para esse crescimento prosseguir: desde 11 de maio deste ano, os cidadãos chineses também estão isentos de visto para chegar ao Brasil.   

O outro indicador é que a companhia aérea Air China anunciou que vai aumentar a frequência de voos semanais, passando de três para quatro opções. A novidade entra em operação temporária entre julho e outubro.  

Ela já está antevendo um aumento no número de turistas, de forma sazonal. Ela ampliar o número de frequências temporárias, infere-se que isso é um teste se essa é uma demanda que vai continuar perene daqui para frente,” explica Luiz Moura. 

Capital intelectual  

O representante da Voll identifica que esse movimento representa “um trânsito de informação, trânsito de capital intelectual. É um movimento tanto de executivos que vão querer conhecer as tendências, as boas práticas, as novidades do mercado chinês para se inspirarem nelas, ou importarem esse tipo de tendência para o Brasil, quanto de chineses vindo ao Brasil entendendo cada vez do tamanho do nosso mercado consumidor”.  

Moura lembra ainda que tem aumentado o número de companhias brasileiras investidas por empresas ou fundos chineses.  

“Quando a gente vê nações que estão fazendo um pacto comercial de prosperarem juntas, inevitavelmente você vai ter o interesse da população. Seja a população executiva, seja a população comum, de conhecer mais da outra cultura, para poder se aproximar com mais qualidade e contundência”, acrescenta ele.   

A Voll é uma empresa brasileira com oito anos de mercado e que, no início do ano, recebeu um aporte de US$ 123 milhões do fundo norte-americano Warburg Pincus. A empresa também já fez parte do grupo Localiza. A empresa tem 670 colaboradores em todo o país, além de sedes em São Paulo e Belo Horizonte.