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    1º de janeiro de 2021, o primeiro dia do Reino Unido fora da União Europeia

    O fim do período de transição é um momento significativo na história do país, que fez parte do bloco por quase cinco décadas

    Após um ano da saída oficial do Reino Unido da União Europeia (UE), o país finalmente cortou laços com o bloco de 27 países. O fim do período de transição, quatro anos e meio após a maioria da população votar a favor da mudança, é um momento significativo na história do país, que fez parte do grupo por quase cinco décadas.

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    Nessa quinta-feira (31), o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse que o Reino Unido será um país “aberto, generoso, voltado para o exterior, internacionalista e de livre comércio” que está “livre para fazer coisas de maneira diferente e, se necessário, melhor” do que a UE.

    “Temos nossa liberdade nas nossas mãos e cabe a nós aproveitá-la ao máximo”, afirmou o premiê no discurso de Ano-Novo, poucas horas antes do fim do período de transição.

    Britânicos celebram saída do Reino Unido da União Europeia
    Britânicos celebram saída do Reino Unido da União Europeia
    Foto: Henry Nicholls – 31.jan.2020 / Reuters

    Ao abrir as discussões sobre o assunto na quarta-feira (30), ele disse aos membros do Parlamento que o acordo iria “abrir um novo capítulo” e permitir que o Reino Unido tome “controle de nossas leis e de nosso destino nacional”.

    “Esse projeto incorpora nossa visão – compartilhada com nossos vizinhos europeus – de uma nova relação entre Reino Unido e UE como soberanos iguais, unidos por amizade, comércio, história, interesses e valores, enquanto respeitam a liberdade de ação um do outro e reconhecem que não temos nada a temer se decidirmos algumas vezes fazer coisas de forma diferente”, declarou o premiê.

    Incertezas

    O divórcio foi doloroso e prolongado. E apesar do acordo comercial pós-Brexit estabelecido entre o Reino Unido e a UE nos últimos dias do ano, ainda há muitas incertezas pela frente, principalmente nas áreas de comércio, serviços financeiros e imigração. 

    Críticos alertam, por exemplo, que a economia do país sofrerá como resultado do processo, com muitos negócios despreparados para as mudanças que vêm pela frente. Agora que o país deixou o mercado único e a união aduaneira, as mercadorias que cruzam a fronteira estarão sujeitas à alfândega e outros controles. 

    O tratado poupa o Reino Unido de algumas consequências mais sérias do Brexit enquanto o país luta contra uma pandemia paralisante de Covid-19. Além disso, deve dar um impulso de curto prazo para a economia, mas o acordo comercial ainda deixará o país mais pobre, em um momento em que enfrenta uma crise de desemprego e a pior recessão em mais de 300 anos.

    Sair do mercado comum e da área alfandegária da UE significa custos mais altos para as empresas do Reino Unido, o que pode levar a preços mais altos ao consumidor e a ainda mais desemprego, bem como a perspectivas de exportação reduzidas, dizem os economistas. 

    O acordo também parece cobrir principalmente o comércio de bens, onde o Reino Unido tem um déficit com seus vizinhos da UE, e exclui setores de serviços essenciais, como o financeiro, onde atualmente desfruta de um superávit.

    (Com informações de Laura Smith-Spark, da CNN Internacional)