Brasileiros no Peru relatam dificuldades após fechamento das fronteiras


Da CNN Brasil, em São Paulo
17 de março de 2020 às 07:35 | Atualizado 17 de março de 2020 às 15:52
 

Com o rápido avanço no número diagnosticados positivos do novo coronavírus, alguns países da América Latina tomaram medidas extremas, como o fechamento de fronteiras, para conter a disseminação da doença. Argentina, Honduras e Peru decidiram pela restrição.

Com fronteiras fechadas, brasileiros ficam impedidos de voltar para casa. Em vídeo feito no aeroporto de Cusco, no Peru, alguns relatam, à CNN Brasil, dificuldades para permanecer no país. "As fronteiras estão fechadas, os hotéis lotados, não tem voos para Lima (capital), temos dificuldade para comprar coisas, não sabemos o que fazer", alegou o passageiro, Ricardo Miranda. 

Esses brasileiros afirmam, ainda em vídeo, que a Embaixada do Brasil no país não ofereceu suporte. "Avisaram que temos que ficar no aeroporto, sem comida, sem hospedagem. É desumano", concluiu.

Em outro relato feito ao Novo Dia, dois irmãos alegaram estar na mesma situação que os demais turistas. "A Embaixada também foi pega de surpresa, porém eles apenas pediram para procurarmos um hotel para os próximos 15 dias e seguir a ordem do governo peruano", afirmou o brasileiro, Felipe Barreto.

Ele também avaliou a situação real de quem está temporariamente no país. "Como a gente é turista, infelizmente estamos no hotel e não podemos fazer comida em casa, que é maior instrução do governo", desabafou.

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, decretou, na segunda-feira (15), quarentena obrigatória para a população e o fechamento das fronteiras do país durante 15 dias. A medida foi tomada após um aumento de 28 novos casos em apenas um dia. O total de pessoas infectadas pelo vírus até o momento é de 71. O Peru tem 32 milhões de habitantes.

De acordo com o governo peruano, as Forças Armadas e a polícia ajudarão a impedir aglomeração de pessoas. Apenas farmácias, bancos e mercados de alimentos e produtos essenciais estarão abertos.

(Com Agência Brasil)