Quem é Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS


Jéssica Otoboni, da CNN, em São Paulo
06 de abril de 2020 às 11:33 | Atualizado 28 de abril de 2020 às 14:04
Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS

Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, durante entrevista coletiva em Genebra sobre o novo coronavírus

Foto: Denis Balibouse - 24.fev.2020/ Reuters

Ele foi eleito diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2017, mas só, recentemente, ficou mais conhecido entre o público em geral, por causa dos discursos quase diários para relatar a situação da pandemia do novo coronavírus no mundo. Tedros Adhanom Ghebreyesus, de 55 anos, se tornou o rosto da luta global contra a doença.

Nascido em 3 de março de 1965 na cidade de Asmara, na Eritreia - que até 1993 era parte da Etiópia -, Adhanom tem doutorado em Saúde Comunitária pela Universidade de Nottingham e um mestrado em Imunologia de Doenças Infecciosas pela Universidade de Londres, ambas no Reino Unido.

Apesar de não ser médico, ele é internacionalmente conhecido como pesquisador e diplomata em saúde, além de ser experiente em operações de respostas emergenciais a epidemias. Aliás, é o primeiro diretor-geral da OMS que não é formado em medicina - e sim, biologia.

Leia também: 

OMS ressalta necessidade de isolamento amplo para conter o novo coronavírus

OMS diz que sistemas de saúde de todo o mundo estão sobrecarregados

Eleito diretor-geral da OMS em maio de 2017 – para um mandato de cinco anos –, Adhanom também é o primeiro africano a ocupar o mais alto cargo da agência de saúde fundada em 1948.

Logo após assumir a direção da OMS, Dr. Tedros (como é conhecido) determinou como prioridades de seu mandato a saúde universal, emergências sanitárias, saúde de mulheres, crianças e adolescentes, e os impactos das mudanças climáticas na saúde.

Carreira

Entre 2005 e 2012, Adhanom foi ministro da Saúde da Etiópia, quando liderou uma reforma no sistema de saúde do país, ampliando o acesso de milhões de pessoas. 

Mais tarde, de 2012 a 2016, ocupou o cargo de ministro das Relações Exteriores do país. Durante o mandato, negociou a Agenda de Ações de Addis Ababa, com a qual 193 países se comprometeram a financiar o que fosse necessário para atingir os objetivos de desenvolvimento sustentável.

Ao longo de toda a carreira até aqui, Adhanom já escreveu diversos artigos que foram publicados nas principais revistas científicas. Em 2011, ele ganhou o prêmio humanitário Jimmy and Rosalynn Carter, em reconhecimento às contribuições que teve no campo da saúde pública.