Em missa fora do Vaticano, Papa pede solidariedade global contra COVID-19

Durante cerimônia praticamente vazia, o pontífice clamou por uma visão inclusiva do mundo para o processo de recuperação da pandemia do novo coronavírus

Da CNN Brasil*, em São Paulo
19 de abril de 2020 às 09:14 | Atualizado 19 de abril de 2020 às 09:17

Papa Francisco cumprimenta profissionais da imprensa após missa na Igreja Santo Spirito in Sassia

Foto: REUTERS/Remo Casilli

Após deixar o Vaticano pela primeira vez no mês, o Papa Francisco celebrou uma missa em que pediu solidariedade global na batalha contra a pandemia da COVID-19. Em uma cerimônia praticamente vazia, também clamou por uma visão inclusiva do mundo para o processo de recuperação da crise.

Segundo o pontífice, todos as classe sociais devem ser consideradas, pois a exclusão, sobretudo dos mais pobres, resulta em um “vírus ainda pior”. 

"Enquanto esperamos uma recuperação, lenta e árdua da pandemia, existe o perigo de esquecermos os que foram deixados para trás", disse Francisco, na celebração que marcou o domingo da Divina Misericórdia, na Igreja Santo Spirito in Sassia, nas imediações do Vaticano. 

Tanto na cerimônia, como na tradicional mensagem feita posteriormente, o papa ressaltou que o momento atual é o de “curar a injustiça em todo o mundo”, pois ela prejudica a saúde da humanidade.

Na cerimônia, Francisco também considerou que a pandemia "nos lembra que não há diferenças ou fronteiras entre os que sofrem". "O risco é que possamos ser atingidos por um vírus ainda pior, o da indiferença egoísta. Um vírus espalhado pelo pensamento de que a vida é melhor se for melhor para mim, e que tudo ficará bem se for bom para mim”, acrescentou.

A última vez que o Papa havia deixado o Vaticano, e ido a Roma, havia sido no dia 15 de março, para orar em dois santuários, também pelo fim da pandemia. Mais de 23.000 pessoas morreram por causa do novo coronavírus na Itália e o Vaticano implementou uma quarentena, obrigando papa a suspender missas com a presença de fiéis. 

*Com informações da Reuters