Após se curar da COVID-19, Boris Johnson é contra flexibilização da quarentena

O líder britânico, que havia testado positivo para a COVID-19 e estava internado, muda discurso sobre medidas de segurança contra a pandemia do novo coronavírus

Da CNN, em São Paulo
27 de abril de 2020 às 08:10 | Atualizado 27 de abril de 2020 às 11:19
Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido (19.mar.2020)
Foto: Leon Neal/Pool/Reuters

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, discursou nesta segunda-feira (28) à frente da residência oficial do governo britânico, em Downing Street, após recuperar-se do novo coronavírus.
 
O líder britânico, que havia testado positivo para COVID-19 e estava internado, alertou contra o relaxamento de medidas protetivas, para que não haja um novo pico de infecção. "Eu me recuso a jogar fora todo o esforço e sacrifício do povo britânico e arriscar um segundo grande surto", disse ele.
 
Johnson, criticado pela forma com que lidou com a doença no começo da pandemia, afirmou que as medidas posteriores tomadas pelo governo britânico impediram que o Serviço Nacional de Saúde do país fosse sobrecarregado.

O primeiro-ministro também agradeceu Dominic Raab, Secretário de Relações Exteriores, por substituí-lo durante o período em que esteve fora do cargo. 

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Palácio de Buckingham em Londres, 26 de abril de 2020.
Foto: Henry Nicholls/Reuters

Quase 3 milhões de pessoas de todo o mundo foram infectadas pelo coronavírus e 205.948 morreram, de acordo com uma contagem feita pela Reuters. No entanto, muitas nações estão estudando amenizar os isolamentos à medida que as taxas de infecção caem e os temores de uma ruína econômica crescem. Países que vão da Itália à Nova Zelândia, por exemplo, já anunciaram uma redução dos isolamentos do coronavírus. 

Como ainda não existe um antídoto para o coronavírus, os líderes também estão dramaticamente cientes de que uma segunda onda de infecções poderia varrer seus países no momento em que a vida retoma alguma normalidade.

A Itália, que soma 26 mil mortos, a segunda maior taxa de mortalidade de coronavírus no mundo, autorizará fábricas e canteiros de obras a reabrirem a partir de 4 de maio e permitirá visitas familiares limitadas agora que se prepara para um final gradativodo isolamento mais longo da Europa, disse o premiê italiano, Giuseppe Conte, no último domingo (26).

"Esperamos um desafio muito complexo", disse Conte.

Os neozelandeses poderão pescar, surfar, caçar e caminhar nesta semana pela primeira vez em mais de um mês, já que o país começa a amenizar seu isolamento severo. A nação diminuiu seu nível de alerta em um grau no domingo (26). Aproximadamente 400 mil pessoas voltarão ao trabalho, mas lojas e restaurantes continuarão fechados.

Na Noruega, os alunos da primeira à quarta série, fora das salas desde meados de março, voltaram às aulas, e uma série de pequenas empresas, incluindo cabeleireiros, recebeu permissão para reabrir.

O Reino Unido registra, até o momento, 154.037 casos confirmados de COVID-19 e 20.732 óbitos, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins.

Com Agência Reuters