Por Covid-19, Argentina congela tarifas de internet, celular e TV paga

Para além do congelamento, o governo argentino também estabeleceu que o setor não poderá realizar reajustes sem a autorização prévia do Estado

Da CNN, em São Paulo
22 de agosto de 2020 às 10:29 | Atualizado 22 de agosto de 2020 às 13:59
O presidente argentino Alberto Fernández
Foto: Annegret Hilse/Reuters (3.fev.2020)

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, utilizou o seu Twitter na noite de sexta-feira (21) para anunciar que o país vai congelar as tarifas de internet, celular e TV paga até o dia 31 de dezembro. Os preços já estavam travados desde maio.

"Decidimos declarar estes serviços como públicos. Dessa maneira, garantimos acesso para todos", disse o mandatário. "Perante as restrições que a pandemia impõe, ninguém deverá resignar parte dos seus rendimentos para cobrir aumentos nos preços dos serviços."

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Para além do congelamento, o governo argentino também estabeleceu que o setor não poderá realizar reajustes sem a autorização prévia do Estado. Fernández disse estar “recuperando ferramentas regulatórias que o governo anterior tirou”.

"A educação, o acesso ao conhecimento, à cultura e à comunicação são direitos básicos que devemos preservar", afirma. As tarifas de serviços básicos como eletricidade, gás e água já estavam bloqueadas desde dezembro.

Apesar do esforço do governo para não repassar reajustes à população, a Argentina segue sofrendo com níveis altos de inflação. Em 2019, a taxa ficou 53,8%. Neste ano, o valor apresenta melhora e acumula 15,8% em sete meses, mas tende a subir até o final do ano.

Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, a Argentina tem 329.043 casos de coronavírus e 6.730 mortes.