Ex-policial é indiciado por 'conduta arbitrária' pela morte de Breonna Taylor

Nenhum dos três policiais envolvidos na morte da americana foi indiciado por homicídio

da CNN*
23 de setembro de 2020 às 15:13 | Atualizado 23 de setembro de 2020 às 17:51

O ex-policial Brett Hankinson, que atirou em Breonna Taylor, foi indiciado nesta quarta-feira (23) por três acusações de 'conduta arbitrária' de primeiro grau. 

A tipificação do crime, existente apenas no estado do Kentucky, se refere ao ato de colocar algo ou alguma coisa em perigo ou risco.

Em primeiro grau, a pessoa é culpada por 'conduta arbitrária' quando manifesta "extrema indiferença ao valor da vida humana e, arbitrariamente, age de maneira que cria perigo substancial de morte ou ferimento sério a outras pessoas", de acordo com o site US Legal. 

Leia também:

Cidade dos EUA vai pagar US$ 12 mi a família de jovem negra morta por policiais

Os outros dois policiais envolvidos no tiroteio, o sargento John Mattingly e o detetive Myles Cosgrove, não foram acusados.

Desde a morte da jovem, são meses de protestos pedindo a prisão de todos os agentes. A maioria dos manifestantes pedem que os oficiais sejam indiciados por homicídio, um delito mais grave e com pena maior do que 'conduta arbitrária'.

A polícia de Louisville, cidade de Taylor, se prepara para o aumento de protestos nos próximos dias, segundo o chefe interino da organização Robert Schoreder. A região já declarou estado de emergência. A polícia está montando barricadas e bloqueando a chegada de veículos ao centro da cidade.

O prefeito, Greg Fisher, se pronunciou: "Eu peço a todos que se comprometam mais uma vez com uma resposta pacífica e legal, como temos visto nos últimos meses".

Em junho, um homem foi baleado e morto em um protesto pacífico a respeito do caso em um parque de Louisville.

Os policiais de Louisville envolvidos na morte de Breonna Taylor, Myles Cosgrrove, Brett Hankinson e Jonathan Mattingly
Foto: Divulgação/Louisville Metro Police Department

Breonna Taylor foi morta por tiros em uma operação da polícia de Louisville, que segundo o departamento, procurava por narcóticos no local. Segundo relatos de Kenneth Walker, namorado da vítima, os dois dormiam em sua casa quando a polícia adentrou repentinamente. Crendo que era um assalto, o homem armou-se de uma pistola, e os oficiais responderam com vinte e dois tiros, os quais oito atingiram e mataram Taylor.