Coreia do Sul diz que funcionário foi morto a tiros na fronteira com Norte


Gawon Bae, da CNN
24 de setembro de 2020 às 03:33 | Atualizado 24 de setembro de 2020 às 03:43
Prédio em Pyongyang, capital da Coreia do Norte

Prédio em Pyongyang, capital da Coreia do Norte

Foto: gfs_mizuta/ Pixabay/ Reprodução

Um funcionário do governo sul-coreano foi morto a tiros depois de cruzar uma fronteira marítima com a Coreia do Norte, afirmou Seul nesta quinta-feira (24).

De acordo com o tenente-general Ahn Young-ho, um alto funcionário do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, um funcionário do Ministério de Assuntos Marítimos e Pescas desapareceu nas águas a 1,9 km ao sul das Ilhas Yeonpyeong em 21 de setembro .

As ilhas ficam perto da fronteira marítima entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul e, em algum momento, o funcionário não identificado teria cruzado as águas da Coreia do Norte. Após esse incidente, de acordo com a inteligência sul-coreana, as forças norte-coreanas abriram fogo, matando o sul-coreano. Mais tarde, eles queimaram seu corpo, disse Ahn.

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Em um comunicado, o exército sul-coreano disse que "condena veementemente as atrocidades do Norte" e pediu a Pyongyang que fornecesse uma explicação e punisse os responsáveis.

"Além disso, advertimos severamente que a Coreia do Norte é responsável pelas atrocidades cometidas contra nossos cidadãos", acrescentou o comunicado.

As tensões têm aumentado entre as Coreias do Norte e do Sul desde que a comunicação entre os dois lados foi cortada em junho, quando Pyongyang fechou pela primeira vez e depois explodiu um escritório de ligação conjunta em Kaesong, uma cidade no lado norte da fronteira.

A deterioração nas relações veio depois de uma reaproximação de anos liderada pelo presidente sul-coreano Moon Jae-in, que resultou em reuniões históricas entre ele e o líder norte-coreano Kim Jong Un, além de cúpulas entre Kim e o presidente dos EUA Donald Trump.

Mas essas reuniões, em última análise, não trouxeram resultados significativos para todos os lados, e a Coreia do Norte tem assumido um tom cada vez mais estridente em relação ao seu vizinho do sul, uma mudança de postura que ocorreu quando a irmã de Kim, Kim Yo Jong, assumiu uma posição mais influente no regime norte-coreano.

Um civil sul-coreano foi morto pelo Norte em 2008, quando um soldado atirou em um turista sul-coreano na região da estação de esqui Kumgang. Em 2010, 46 marinheiros sul-coreanos, dois fuzileiros navais sul-coreanos e dois civis também foram mortos pela Coreia do Norte em incidentes separados.