Londres decreta nível alto de alerta contra a Covid-19

Além da Inglaterra, França, Espanha e Portugal também expressaram preocupação com uma "segunda onda" da doença

Luana Franzão*, da CNN, em São Paulo
15 de outubro de 2020 às 15:57 | Atualizado 15 de outubro de 2020 às 20:51

O secretário de saúde do Reino Unido, Matt Hancock, anunciou nesta quinta-feira (15) a mudança do nível de alerta da pandemia da Covid-19 de "médio" para "alto". Com essa alteração, novas restrições à circulação entram em vigor a partir da manhã deste sábado (17).

Moradores de Londres, além de cidades como Essex e York, não poderão fazer reuniões em locais fechados com pessoas que morem em diferentes residências, nem em bares e restaurantes. Encontros a céu aberto ficam limitados a seis pessoas, e o uso do transporte público deve ser evitado ao máximo.

A partir dessa medida, cerca da metade da população britânica passa a viver em regiões de nível alto ou muito alto de alerta para o novo coronavírus.

"As coisas ficarão piores antes de melhorar", afirmou Hancock, "eu sei que as medidas não são fáceis, mas são vitais".

Este ainda não é o nível mais alto de alerta para a pandemia. O nível "muito alto" ainda não foi determinado na maior parte do país. Entretanto, esse patamar já foi decretado na região da cidade de Liverpool.

Até a quarta-feira (14) o total de casos confirmados no Reino Unido é de 673.622 e o de mortes pelo novo coronavírus é de 43.293.

Restrições na Europa

Diversos países da Europa passaram por quarentenas rígidas durante a considerada "primeira onda" do vírus no continente, entre março e junho. Durante o verão do hemisfério norte, muitas das restrições foram suspensas devido à queda do número de infectados pela Covid-19, permitindo inclusive a volta às aulas em escolas e universidades.

Nas últimas semanas, algumas dessas nações têm assistido a um aumento considerável das infecções e voltando a determinar bloqueios.

A Espanha, um dos países que mais sofreu em um primeiro momento com a crise do novo coronavírus, vê um novo crescimento de casos.

A região da Catalúnia, onde fica a cidade de Barcelona, determinou o fechamento de bares e restaurantes pelos próximos 15 dias para observar com mais precisão os números da pandemia. 

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Madrid, capital espanhola, também foi colocada em um "lockdown parcial" na semana anterior.

Na França, onde o contágio também é preocupante, o presidente Emmanuel Macron decretou toque de recolher noturno em nove cidades, incluindo Paris.

Os habitantes desses locais devem evitar a circulação após às 21h e 6h. Quem descumprir a determinação pode ser punido com multa. "Esta é uma situação preocupante, mas não fora de controle", afirmou o líder executivo francês.

A Alemanha é um dos países que melhor lidou com a crise da doença no primeiro semestre. Com medidas mais rápidas, a curva de casos foi branda em relação aos vizinhos. No entanto, os casos confirmados crescem nas últimas semanas. 

O governo alemão ainda não decretou novas medidas de restrição, mas já expressou preocupação com a chamada "segunda onda".

"O comportamento das pessoas nas próximas semanas determinará se poderão passar o Natal com suas famílias ou não", disse o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn.

Em Portugal, o governo decretou estado de calamidade no país a partir da meia-noite desta quinta-feira (15), restringindo reuniões de pessoas e o funcionamento do comércio. Quem descumprir a medida pode ser multado em até 10 mil euros.

(Com informações da Reuters)

(*Supervisão de Sinara Peixoto)