Adolescente pediu que identificassem professor antes de decapitá-lo na França


Sybille de La Hamaide e Thierry Chiarello, da Reuters
17 de outubro de 2020 às 15:58
Policiais franceses patrulham área próxima ao local de ataque a professor

Policiais franceses patrulham área de Conflans Sainte-Honorine, subúrbio do Paris, próximo ao local de ataque a professor

Foto: Charles Platiau-16.out.2020/Reuters

O adolescente que decapitou um professor do lado de fora da escola onde ele lecionava, em um subúrbio de Paris, abordou alunos na rua e pediu que apontassem sua vítima, afirmou o promotor antiterrorismo Jean-François Ricard neste sábado.

A polícia matou a tiros o agressor de 18 anos, que nasceu na Rússia, minutos depois que ele assassinou o professor de história Samuel Paty, de 47 anos, em plena luz do dia em Conflans-Sainte-Honorine na sexta-feira.

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Uma fotografia do corpo do professor, acompanhada de uma mensagem na qual assumia a responsabilidade postada no Twitter, foi descoberta no telefone do agressor, encontrado próximo ao corpo. Ricard disse que a conta do Twitter pertencia ao agressor.

A postagem foi removida rapidamente pelo Twitter, que informou ter suspendido a conta por violar a política da empresa.

De acordo com Ricard, a mensagem dizia: "Em nome de Alá, o mais amável, o mais misericordioso, ... ao (Presidente Emmanuel) Macron, líder dos infiéis, executei um de seus cães infernais que ousou depreciar (Profeta) Maomé".

No início deste mês, Paty mostrou a seus alunos cartoons do Profeta Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão, irritando vários pais muçulmanos. Os muçulmanos acreditam que qualquer representação do Profeta é uma blasfêmia.

O agressor, de origem chechena, vivia na cidade de Evreux, a noroeste de Paris, e não era conhecido anteriormente pelos serviços de inteligência, disse Ricard em entrevista coletiva.

O promotor antiterrorismo confirmou que a polícia mantinha nove pessoas sob custódia em conexão com o ataque.