Premiê francês diz que resposta a ataque em Nice será 'firme e implacável'

Nível de alerta de segurança do país foi elevado para 'emergência', o que significa 'nível máximo de vigilância'

Da CNN
29 de outubro de 2020 às 10:53 | Atualizado 29 de outubro de 2020 às 13:07

 

O primeiro-ministro da França, Jean Castex, disse nesta quinta-feira (19) que a resposta do governo ao ataque em Nice será "firme, implacável e imediata". Nesta manhã, um homem armado com uma faca matou ao menos três pessoas em uma igreja da cidade. O departamento antiterrorismo do país está investigando o caso.

Castex afirmou também que o nível de alerta de segurança do país foi elevado para "emergência", o que significa "nível máximo de vigilância". 

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Foto: Eric Gaillard - 29.out.2020 / Reuters

O presidente francês, Emmanuel Macron, viajou a Nice e fez um pronunciamento à nação. Ele disse que o país está sob ataque, ressaltou o apoio à comunidade católica francesa e informou que vai enviar soldados para proteger os principais locais de culto e escolas da França.

"Digo isso com a maior clareza: não vamos ceder ao terrorismo", declarou Macron.

Uma fonte policial disse à CNN que uma das vítimas teve a garganta cortada – fato descrito anteriormente como uma decapitação. A outra é um homem que morreu em razão das múltiplas facadas. A terceira vítima é uma mulher que foi ferida dentro da igreja e conseguiu fugir, mas acabou morrendo nas proximidades. O agressor teria gritado "Allahu Akbar" (Deus é grande) no momento do ataque. 

Ainda não se sabe oficialmente o que motivou o ataque ou se há alguma ligação com a exibição de charges do Profeta Maomé, consideradas pelos muçulmanos como blasfêmia.

O ataque aconteceu poucas semanas após o professor Samuel Paty também ser decapitado no país. Na ocasião, o agressor disse que queria punir a vítima por mostrar aos alunos charges do Profeta Maomé durante as aulas.

Desde a morte de Paty, policiais franceses e cidadãos reafirmaram o direito de exibir os desenhos, e as imagens vêm sendo utilizadas em protestos em solidariedade ao professor. Essas ações já receberam críticas de diversas partes do mundo muçulmano, com alguns países acusando Macron de buscar uma agenda anti-Islã.

(Com Reuters)