5 anos dos atentados em Paris: sob alerta máximo, França lembra ataques

No dia 13 de novembro de 2015, jihadistas mataram 130 pessoas e feriram outras centenas em uma série de ataques coordenados nas ruas de Paris

Reuters
13 de novembro de 2020 às 07:43
Em 2015, dois dias depois dos atentados, pessoas se reuniram para prestar homenagens às vítimas
Foto: Reprodução - 15.nov.2020 / Reuters

Cinco anos depois que um grupo de terroristas conduziu o ataque mais mortífero da história moderna da França, o primeiro-ministro Jean Castex prestou uma homenagem às vítimas nesta sexta-feira (13). Recentemente, o país voltou a viver sob alerta máximo de segurança.

No dia 13 de novembro de 2015, jihadistas mataram 130 pessoas e feriram outras centenas em uma série de ataques coordenados nas ruas de Paris, um evento que deixou uma cicatriz profunda na mente da nação. Os agressores também atacaram cafeterias, restaurantes e a casa de espetáculos Bataclan.

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Naquela noite, o então presidente François Hollande decretou um estado de emergência na França que durou ao menos dois anos. 

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu responsabilidade pelos atentados. Eles haviam convocado seus seguidores a atacar a França pelo envolvimento do país na luta contra o EI no Iraque e na Síria.

Castex foi ao Stade de France, local onde o atentado começou – com explosões do lado de fora do estádio durante uma partida de futebol que contou a presença de Hollande – e deixou flores ao pé de um muro.

A França está se recuperando de uma onda de episódios ocorridos desde setembro: um ataque a faca em frente a um antigo escritório da revista satírica Charlie Hebdo, a decapitação de um professor que havia mostrado aos alunos uma charge do profeta Maomé e um ataque a faca em uma igreja na cidade de Nice.

“Enfrentamos uma ameaça dupla: de fora, com pessoas enviadas de outros países, e de dentro, com pessoas entre nós, inimigos aqui dentro. Essas ameaças estão aumentando”, declarou o ministro do Interior da França, Gerald Darmanin, à emissora de rádio Franceinfo.