Tempestade Iota causa mais de 30 mortes e desabriga milhares na América Central

Além de mais de 30 mortes, tempestade Iota forçou cerca de 160.000 nicaraguenses e 70.000 hondurenhos a deixarem suas casas para se refugiar em abrigos

Por Gustavo Palencia e Ismael Lopez, da Reuters
19 de novembro de 2020 às 03:25
Imagem de satélite mostra formação da tempestade Iota, que chegou a ser um furacão de categoria 5
Foto: CNN Weather (15.nov.2020)


 

A tempestade Iota desencadeou inundações devastadoras na América Central na quarta-feira (18), forçando centenas de milhares de pessoas a deixarem suas casas. Mais de 30 pessoas foram mortas e espera-se que o número de óbitos na região aumente à medida que equipes de resgate chegam a comunidades isoladas.

A tempestade mais forte já registrada a atingir a Nicarágua, Iota chegou à costa na noite de segunda-feira, ainda como furacão de categoria 5, inundando áreas baixas que ainda se recuperavam dos estragos do furacão Eta, duas semanas antes.

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Cerca de 160.000 nicaraguenses e 70.000 hondurenhos foram forçados a fugir para abrigos.

Karen Valladares, chefe da agência de migrantes FONAMIH de Honduras, alertou que a devastação das tempestades deve acelerar a migração para os Estados Unidos nos próximos meses.

Muitas aldeias vivenciaram chuvas recorde inundando os rios e causando deslizamentos de terra, mas a tempestade também atingiu cidades como o centro industrial de San Pedro Sula, em Honduras.

O aeroporto da cidade foi completamente inundado, com passagens que se pareciam mais com docas e copas de árvores próximas quase invisíveis acima de um mar de água lamacenta, mostrou um vídeo postado nas redes sociais.