Após casos de 'visons zumbis', Dinamarca quer desenterrar corpos de animais

Segundo autoridades, corpos dos animais começaram a emergir, empurrados para fora do solo pelos gases da decomposição

Jacob Gronholt-Pedersen, da Reuters
27 de novembro de 2020 às 14:01 | Atualizado 27 de novembro de 2020 às 14:05
Carcaças de visons em Farre, na Dinamarca
Foto: Ritzau Scanpix - 21.out.2020/Mette Moerk via Reuters 

O governo da Dinamarca disse nesta sexta-feira (27) que quer desenterrar visons que foram abatidos para evitar a disseminação do coronavírus, já que alguns ressurgiram em valas coletivas.

O país ordenou que todos os visons de criadouros fossem abatidos no início deste mês depois de descobrir que 12 pessoas foram infectadas por uma linhagem do vírus causador da Covid-19 que passou por uma mutação e que passou dos humanos para os visons e destes voltou aos humanos.

Leia também:
Premiê da Dinamarca chora após visitar fazenda de visons abatidos
Mutação de Covid-19 em visons é extinta na Dinamarca

A decisão levou à aniquilação de 17 milhões de animais e à renúncia de Morgens Jensen, ministro dos Alimentos e da Agricultura, depois que se determinou que a ordem foi ilegal.

Funcionários do governo da Dinamarca abrem vala coletiva para depositar visons mortos em área militar perto de Holstebro
Foto: Morten Stricker/Dagbladet Holstebro Struer/Jysk Fynske Medier/Ritzau Scanpix/Reuters

Os visons mortos foram lançados em trincheiras em uma área militar do oeste dinamarquês e cobertos com dois metros de terra --mas centenas começaram a emergir, empurrados para fora do solo pelos gases da decomposição, de acordo com as autoridades, e os jornais se referiram a eles como "visons zumbis".

O substituto de Jensen, Rasmus Prehn, disse também nesta sexta-feira que apoia a ideia de retirar os animais e incinerá-los. Ele acrescentou que pediu que a agência de proteção ambiental analise se isto pode ser feito, e o Parlamento será informado sobre o assunto na segunda-feira.

Os locais de enterro, vigiados 24 por dia para manter pessoas e animais à distância, levaram moradores da área a se queixarem de possíveis riscos à saúde, mas as autoridades disseram não haver perigo de propagação do coronavírus das valas.