China pretende vacinar 50 milhões até o Ano-Novo Lunar em fevereiro, diz jornal

Jornal South China Morning Post, baseado em Hong Kong, diz que Pequim planeja vacinação em massa antes do feriado - com imunizantes da Sinopharm e Sinovac

Por Ann Maria Shibu, da Reuters
18 de dezembro de 2020 às 02:33 | Atualizado 25 de dezembro de 2020 às 14:58
Pessoas com máscaras de proteção caminham em rua de Wuhan, na China, primeiro epicentro da COVID-19
Foto: Aly Song - 03.abr.2020/ Reuters

A China pretende vacinar 50 milhões de pessoas contra o novo coronavírus até o pico de viagens do Ano Novo Lunar - que, em 2021, será comemorado no país em 12 de fevereiro. As informações foram divulgadas pelo jornal South China Morning Post, baseado em Hong Kong. 

Segundo a publicação, profissionais de saúde do país já estão em treinamento para uma vacinação em massa que envolveria "grupos prioritários". Pequim planeja distribuir 100 milhões de doses das vacinas feitas pelas empresas chinesas Sinopharm e Sinovac Biotech Ltd, diz a matéria.

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A China já liberou o uso emergencial de quatro vacinas. Três delas para a população civil: dois imunizantes candidatos da Sinopharm e um da Sinovac Biotech - a empresa produtora da Coronavac, que possui parceria com o governo de São Paulo.

A quarta vacina aprovada no país, ainda de forma emergencial, é produzida pela CanSino Biologics Inc, e liberada para uso militar.

A reportagem havia que as autoridades chinesas pretendem aplicar a primeira dose em 50 milhões de pessoas até 15 de janeiro; e as segundas doses até até 5 de fevereiro.

A inoculação em massa para grupos de alta prioridade visa reduzir os riscos de propagação da doença durante o feriado anual de uma semana, que costuma aumentar o fluxo de viagens e reuniões dentro do país.

O grupo de alta prioridade inclui trabalhadores de saúde, policiais, bombeiros, oficiais de alfândega, encarregados de cargas, trabalhadores de transporte e logística.

A província chinesa de Sichuan pode começar a vacinar idosos e pessoas com doenças subjacentes no início do mês que vem, depois de completar as vacinas para grupos prioritários, disseram autoridades.