Twitter baniu 70 mil contas que promoviam teoria conspiratória do QAnon

Eempresa afirmou que entre as milhares de contas banidas por 'promoverem a teoria da conspiração sem fundamento' estão as de Michael Flynn e Sidney Powell

Brian Fung, da CNN
12 de janeiro de 2021 às 07:00 | Atualizado 12 de janeiro de 2021 às 07:12
Twitter intensificou sua fiscalização e removeu milhares de contas que promoviam a teoria da conspiração QAnon
Foto: Mike Blake - 22.jul.2019/Reuters

Desde sexta-feira (8), o Twitter suspendeu mais de 70 mil contas de sua plataforma por promoverem a teoria da conspiração sem fundamento QAnon, disse a empresa em um blog na noite de segunda-feira (11).

A plataforma de mídia social tem ampliado sua fiscalização nos últimos dias e removeu os principais adeptos do QAnon, incluindo Michael Flynn e Sidney Powell – Flynn foi assessor de segurança nacional do presidente dos EUA, Donald Trump, e Powell é sua advogada no processo em que ele é investigado por interferência russa na eleição de 2016.

ataque ao Capitólio, sede do Parlamento dos Estados Unidos, na quarta-feira (7) foi alimentado por grupos conspiratórios, extremistas e movimentos marginais ligados à QAnon e aos Proud Boys, duas facções de extrema-direita, que Trump repetidamente se recusou a condenar durante sua campanha eleitoral no ano passado.

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Muitos dos titulares de contas proibidas operavam várias contas, disse o Twitter. As mudanças contribuíram para grandes flutuações nas contas de alguns usuários do Twitter, reconheceu a empresa.

“Em alguns casos, essas ações podem ter resultado em mudanças na contagem de seguidores na casa dos milhares”, disse o Twitter.

A postagem no blog da empresa também aborda outras medidas que a empresa tomou nos últimos dias para limitar a disseminação de retórica violenta em sua plataforma, incluindo tornar impossível que qualquer tuíte “marcado como violações da política de integridade cívica sejam respondidos, curtidos ou retuitados.”

(Texto traduzido; leia o original em inglês)