Ministro da Saúde da Argentina renuncia após escândalo com vacina

O presidente Alberto Fernández pediu a renúncia de Ginés González García após relatos de acesso privilegiado a vacina

Por Maximilian Heath, da Reuters
20 de fevereiro de 2021 às 03:52 | Atualizado 20 de fevereiro de 2021 às 09:23

 

O Ministro da Saúde da Argentina, Ginés González García, renunciou ao cargo depois de ter sido acusado de criar um centro de vacinação para privilegiar os amigos. O escândalo veio a público quando um jornalista disse ter tomado vacina contra Covid-19 após ligar para o chefe da pasta, que ele disse conhecer há muito tempo, afirmaram duas fontes do governo.

Pouco depois da informação ser exposta, na sexta-feira (19), o presidente argentino, Alberto Fernández, pediu que o ministro entregasse o cargo.

Na carta de demissão, González García afirmou que as pessoas vacinadas com a sua ajuda pertencem aos grupos prioritários definidos pela campanha de imunização do país, como é o caso do próprio jornalista, que tem mais de 70 anos.

Ministro da Saúde da Argentina, Ginés González García
Ministro da Saúde da Argentina, Ginés González García, que acaba de renunciar ao cargo. (20 fev 2021)
Foto: Matias Baglietto/Reuters

A Argentina iniciou o programa de vacinação no final de dezembro e, segundo dados oficiais, até quarta-feira apenas cerca de 250 mil pessoas haviam tomado duas doses da vacina contra Covid-19, em um país com uma população de cerca de 45 milhões de habitantes.

O país começou nos últimos dias a vacinar pessoas com mais de 70 anos, que devem aguardar a vez após se cadastrarem nos sites oficiais. Os profissionais de saúde estão sendo vacinados desde o final de dezembro, quando o primeiro carregamento de vacinas Sputnik V chegou.