Catorze países e chefe da OMS acusam China de reter dados da origem da pandemia

Governos alegam que a comitiva da entidade que esteve em Wuhan para investigar a origem do coronavírus teve acesso limitado 'a dados e amostras originais'

Nectar Gan, CNN
31 de março de 2021 às 10:32 | Atualizado 31 de março de 2021 às 10:38
Mercado de frutos do mar de Huanan, em Wuhan
Mercado de frutos do mar de Huanan, em Wuhan, que foi fechado após surto de Covid-19
Foto: China News Service/ Global Times/ Reprodução

A tentativa era a de oferecer uma visão ampla sobre as origens da pandemia da Covid-19, mas desde a divulgação da pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para mapear a origem do coronavírus, na terça-feira (30), a ONU tem recebido críticas de governos do mundo inteiro.

As alegações são de que a investigação foi feita de forma incompleta e sem transparência. 

Em uma declaração conjunta, os Estados Unidos e 13 outros governos, incluindo o Reino Unido, Austrália e Coreia do Sul, expressaram preocupação com o acesso limitado do estudo a "dados e amostras originais completos". 

A União Europeia emitiu nota destacando as mesmas preocupações, porém em um tom mais suave. 

A crítica se manteve mesmo após a declaração do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que afirmou que os investigadores enfrentaram problemas durante sua missão de quatro semanas na cidade chinesa de Wuhan, onde o coronavírus foi detectado pela primeira vez em dezembro de 2019. 

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (30), Tedros inclusive pareceu contradizer as descobertas centrais do estudo, sugerindo até que a teoria de que o vírus escapou de um laboratório de Wuhan deve ser investigada.

O relatório enfatiza que tal possibilidade é "extremamente improvável" e não recomenda mais pesquisas sobre a hipótese.

(Este texto é uma tradução. Para ler a versão original, em inglês, clique aqui.)