Sem sinal de avanço, Netanyahu se aproxima de prazo para formar governo

O primeiro-ministro de Israel tem até a meia-noite desta terça-feira (4) para formar um novo governo; o país vive um impasse político há mais de dois anos

Reuters
04 de maio de 2021 às 10:37 | Atualizado 04 de maio de 2021 às 10:53
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu
Foto: Reprodução - 15.jul.2020 / Reuters

O prazo dado ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para formar um novo governo deve vencer à meia-noite desta terça-feira (4) sem sinal de que o líder mais longevo do país será capaz de romper com mais de dois anos de impasse político.

Tampouco há garantia de que, caso o líder de direita não consiga montar uma nova coalizão, partidos de fora de seu governo interino conseguiriam superar as diferenças políticas e afastá-lo.

Netanyahu, de 71 anos, está no cargo desde 2009 e também serviu durante três anos na década de 1990. Ele vem lutando pela sobrevivência política em meio a quatro eleições inconclusivas realizadas desde 2019 e está sendo julgado devido a acusações de corrupção, que ele nega.

Se Netanyahu não conseguir nenhuma surpresa de última hora até a meia-noite desta terça, o presidente israelense, Reuven Rivlin, pode atribuir a tarefa de compor uma coalizão a outro membro do Parlamento. Muitos acreditam que este será Yair Lapid, de 57 anos, cujo partido de centro Yesh Atid só ficou atrás do Likud, partido do premiê, na votação de 23 de março.

O bloco de direita de Netanyahu e partidos judeus religiosos não conseguiram uma maioria, mas tampouco um campo que visa substitui-lo, que teria que incluir seus rivais de direita e oponentes tradicionais da esquerda e do centro.

Os dois lados cortejam o apoio de siglas que representam a minoria árabe de cerca de 20% de Israel, o que poderia lhes dar voz em um gabinete pela primeira vez em décadas.

Naftali Bennett, chefe do partido ultranacionalista Yamina, emerge como o fiel da balança. O político de 49 anos expressou preferência por trabalhar com Netanyahu, mas disse que buscará uma parceria com os adversários do premiê para evitar uma quinta eleição agora – momento em que Israel reativa a economia na esteira de uma vacinação rápida contra a Covid-19 e lida com os desafios do programa nuclear do Irã.