Chanceler cubano acusa mercenários financiados pelos EUA de fomentarem protestos

Atos deste domingo foram os maiores em décadas no país

da CNN*
12 de julho de 2021 às 15:45 | Atualizado 12 de julho de 2021 às 18:37
Bruno Rodríguez, chanceler de Cuba
Bruno Rodríguez, chanceler de Cuba
Foto: Alexandre Meneghini/Pool/reuters (22.out.2020)

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, disse nesta segunda-feira (12) que mercenários financiados pelos Estados Unidos fomentaram a agitação antes dos protestos deste fim de semana com uma estratégia de mídia disfarçada de campanha em rede social pedindo ajuda humanitária.

"Ontem em Cuba não houve levante social, ontem em Cuba houve desordem, distúrbios causados por uma operação comunicacional preparada há algum tempo e à qual milhões foram dedicados", disse Rodríguez durante um briefing televisionado do governo.

Neste domingo (11), a ilha teve as maiores manifestações antigoverno em décadas. Milhares de cubanos foram às ruas gritando "liberdade" e pedindo a renúncia do presidente Miguel Díaz-Canel. 

Os protestos aconteceram em meio à pior crise econômica de Cuba desde o fim da União Soviética, antiga aliada do país, e a uma disparada recorde de infecções pelo coronavírus. Pessoas expressaram revolta com a escassez de produtos básicos, as limitações às liberdades civis e à maneira como as autoridades lidam com a pandemia.

Veja mais notícias do Brasil e do mundo na CNN.

(*Com informações de Giovanna Galvani, da CNN, e da Reuters)