À CNN, chefe da diplomacia da União Europeia chama críticas de "injustas"
Kaja Kallas rebate acusações de falta de apoio no Oriente Médio e lembra ausência de ajuda na guerra da Ucrânia

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse à CNN que as críticas da administração Trump e de alguns funcionários do Golfo de que a Europa não fez o suficiente para apoiá-los durante a guerra com o Irã são “injustas”.
Ela argumentou que a Europa não criou a situação na região e, mesmo assim, está fazendo “muito”, incluindo o fornecimento de defesa aérea para a região, a proteção do Mar Vermelho e o apoio ao governo libanês.
Kallas destacou que as nações do Golfo, em sua maioria, não se uniram à Europa quando a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, afirmando que não pode ser uma “via de mão única”.
“Acho isso muito injusto. Claro que todos podemos fazer mais, mas a questão é: também temos nossa zona de conflito na Europa. Temos a guerra da Rússia”, disse ela à jornalista Becky Anderson, da CNN.
“Não vimos os países do Golfo nos ajudando de fato nessa questão, e não pode ser uma via de mão única. … Então, se estivéssemos juntos nisso, como nossos adversários claramente estão, seríamos muito mais fortes.”
Kallas também afirmou que, com base em suas conversas com autoridades paquistanesas, o acordo de cessar-fogo intermediado deveria incluir o Líbano e pediu o fim dos intensos bombardeios israelenses no país.
“A resposta tem sido excessivamente violenta. Refiro-me aos civis mortos. Isso é realmente inaceitável. Portanto, se o acordo ainda não abrange o Líbano, deveria abordá-lo agora”, expressou ela. “É evidente que o cessar-fogo é frágil e precisamos fazer tudo o que está previsto nele para que as partes possam, de fato, sentar-se à mesa e negociar.”



