Abertura de Ormuz inicia "corrida contra o tempo" para saída de marinheiros
Mais de 20 mil marinheiros aguardam resgate antes do término do cessar-fogo

O Irã anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz durante o resto do cessar-fogo com os Estados Unidos e Israel. Isso dá às autoridades marítimas menos de uma semana para "resgatar" os milhares de marinheiros que ainda estão presos no Golfo Pérsico.
Ao menos 20 mil marinheiros e 2.000 navios, transportando cerca de 21 bilhões de litros de petróleo, estão retidos na via navegável entre o Irã e Omã.
Inicialmente, as autoridades iranianas impuseram um bloqueio parcial à passagem de navios por Ormuz, como medida retaliatória contra a campanha militar conjunta entre EUA e Israel.
Isso interrompeu o comércio nessa passagem crucial para o comércio mundial e fez com que os preços globais do petróleo disparassem.
Na segunda-feira (13), os Estados Unidos bloquearam o estreito, levando ao menos 13 embarcações a mudarem de rumo, segundo o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA.
As autoridades de Teerã permitirão apenas a passagem de "embarcações não militares" por "rotas designadas" aprovadas pelas forças navais iranianas, informou um alto oficial militar à agência de notícias estatal Irib (Islamic Republic of Iran Broadcasting) nesta sexta-feira (17).
Uma associação comercial internacional já havia solicitado às partes em conflito que "garantissem o trânsito ordenado e desimpedido pelo estreito".
"Isso exigirá coordenação entre a indústria e os Estados-nação, tanto de dentro quanto de fora da região do Golfo", afirmou a ICS (Câmara Internacional de Navegação) em um comunicado em 8 de abril.
O presidente designado da ICS havia declarado anteriormente à CNN que os marinheiros confinados no estreito estão "enfrentando circunstâncias difíceis".
"Eles não estão em perigo imediato, mas é uma situação muito estressante ficar preso em um navio em um ambiente de guerra", declarou John Denholm na terça-feira (14).



