Entenda a estratégia dos EUA no bloqueio do Estreito de Ormuz
Diego Pavão detalha operação que impede entrada e saída de navios dos portos iranianos coordenada pela Guarda Costeira, Marinha e Força Aérea norte-americanas
Os Estados Unidos deram início ao bloqueio naval do Estreito de Ormuz na segunda-feira (13), com uma operação que envolve diferentes forças militares americanas. A ação proíbe especificamente a entrada e saída de navios em portos iranianos, enquanto o restante do fluxo marítimo na região deve continuar normalmente.
O bloqueio, considerado legal dentro das diretrizes internacionais de guerra, é executado por meio de um esforço conjunto que envolve três principais forças americanas. Durante o Live CNN desta terça-feira (14), o editor de Internacional da CNN Diego Pavão detalhou qual o papel de cada uma das forças no bloqueio.
A Guarda Costeira dos Estados Unidos, que possui poder de polícia para abordar embarcações civis, é responsável pelo contato inicial com os navios. Utilizando barcos de patrulha rápidos, os agentes podem parar as embarcações, realizar inspeções, confiscar cargas e até mesmo desviar rotas.
A Marinha americana atua como o comando central da operação, fornecendo retaguarda e proteção para a Guarda Costeira. Com seus navios de guerra equipados com radares de longo alcance, monitora possíveis ameaças, como as lanchas rápidas iranianas, e está preparada para responder a qualquer tentativa de interferência nas abordagens.
Diferentemente da Guarda Costeira, a Marinha não pode exercer poder de polícia sobre embarcações civis, conforme determina a Constituição americana.
Completando o esforço coordenado, a Força Aérea e a própria Marinha, com seus aviões e drones, realizam o monitoramento aéreo do Estreito de Ormuz. Estas aeronaves funcionam como "o cérebro da operação", identificando alvos potenciais e mantendo vigilância constante sobre a região.
O bloqueio ocorre em um momento de tensões elevadas no Oriente Médio, com preocupações sobre a presença de minas navais deixadas pelo Irã na área, o que tem desencorajado empresas de navegação a trafegar pelo estreito, mesmo quando autorizadas.


