Acordo de Gaza: Autoridades se preparam para assinar primeira fase

Entendimento aumenta expectativa pelo fim permanente da guerra e libertação de reféns do Hamas

Tiago Tortella, da CNN Brasil, em São Paulo
Palestinos deslocados, fugindo para o sul após ordem das forças israelenses para esvaziarem a Cidade de Gaza 15/09/2025  • REUTERS/Mahmoud Issa
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Israel e Hamas chegaram a um acordo para a primeira fase de um plano de paz para a Faixa de Gaza, que deve incluir a libertação de reféns, o recuo dos militares israelenses e a soltura de prisioneiros palestinos.

O jornal Times of Israel informou que o acordo será assinado formalmente nesta quinta-feira (9) no Egito, país onde foram realizadas as últimas negociações, citando duas fontes não identificadas.

Essa também é a data em que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se reúne o governo para ratificar o acordo -- algo previsto na lei do país.

Anteriormente, o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, disse que estava convidando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a cerimônia de assinatura se o acordo fosse realmente fechado.

Trump já havia dito que poderia ir ao Oriente Médio caso as negociações fossem concluídas, mas não há previsão de que ele consiga ir ao Egito ainda nesta quinta.

Ele também foi convidado por Netanyahu para ir a Israel e discursar no Parlamento.

Quando os reféns devem ser libertados?

Enquanto isso, fontes dão dias diferentes para o possível início da libertação dos detidos.

Em entrevista à Fox News, Donald Trump afirmou que os reféns devem ser soltos na segunda-feira (13), prazo que também foi informado por uma autoridade da Casa Branca à CNN.

Já um porta-voz do governo israelense disse à agência de notícias Reuters que espera que os reféns sejam libertados neste sábado (11).

E uma fonte do governo de Israel afirmou à CNN que a soltura deve acontecer no sábado (11) ou no domingo (12).

Quantos reféns estão sob posse do Hamas?

O Hamas e grupos aliados ainda mantêm 48 reféns na Faixa de Gaza. O governo israelense acredita que pelo menos 20 estejam vivos e 26 mortos -- e não há informações sobre os outros dois.

Desses, 47 foram levados de Israel em 7 de outubro de 2023, dia do ataque do Hamas que iniciou a guerra. De acordo com Israel, 25 deles foram declarados mortos.

Há também Hadar Goldin, soldado das Forças de Defesa de Israel que foi morto em 2014 e teve o corpo levado para Gaza.

A maioria das pessoas continua detida em Gaza são cidadãos israelenses. Cinco são estrangeiros (três da Tailândia, um da Tanzânia e um do Nepal).

Dois dos reféns que se acredita estarem mortos têm dupla cidadania, dos Estados Unidos e de Israel.