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    Acordo nuclear EUA-Coreia do Sul vai impactar segurança global, diz Rússia 

    Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que parceria entre os dois países desestabilizará região e abrirá caminho para uma potencial corrida armamentista

    Militares dos EUA e Coreia do Sul participam de exercício conjunto, em Yeoncheon, Coreia do Sul
    Militares dos EUA e Coreia do Sul participam de exercício conjunto, em Yeoncheon, Coreia do Sul Ministério da Defesa sul-coreano/Handout via REUTERS

    Da Reuters

    Moscou

    O Ministério das Relações Exteriores da Rússia criticou nesta sexta-feira (26) um acordo nuclear entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, dizendo que desestabilizará a região e o resto do mundo, e alertou para uma potencial corrida armamentista como resultado.

    Os Estados Unidos prometeram na quarta-feira dar à Coreia do Sul mais informações sobre seu planejamento nuclear, enquanto Seul prometeu não buscar armas nucleares em um acordo que ambos os lados disseram ter como objetivo conter a Coreia do Norte.

    A Rússia tem repetidamente protestado contra o que vê como a crescente presença militar dos Estados Unidos na Ásia.

    “Este desenvolvimento é claramente desestabilizador por natureza e terá sérias consequências negativas para a segurança regional, impactando na estabilidade global”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado.

    Moscou disse que o esforço dos Estados Unidos e da Otan por uma “superioridade militar decisiva” não “trará nada além de tensões crescentes” e pode “provocar uma corrida armamentista”.

    Washington acusa Moscou de fazer ameaça nuclear devido a várias declarações de autoridades russas, incluindo o presidente Vladimir Putin, desde o início da guerra na Ucrânia, de que a Rússia está preparada para usar armas nucleares para defender sua “integridade territorial”.

    Em uma entrevista coletiva conjunta com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, nesta semana, o líder sul-coreano, Yoon Suk-yeol, disse que o acordo visa fortalecer as defesas da Coreia do Sul diante do programa de armas nucleares da Coreia do Norte, que avança rapidamente.