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    Agência da ONU aponta maior risco de mortes causadas pela onda de calor extremo na Europa, Ásia e EUA

    Grandes áreas do sul e do leste da Europa foram colocadas em alerta vermelho para onda de calor nesta terça-feira (18); apenas na Europa, cerca de 61 mil pessoas morreram por conta de calor em 2022

    Angelo AmanteEmma Fargeda Reuters

    A Organização Meteorológica Mundial (OMM), da ONU, alerta para o aumento do risco de mortes causadas pelo calor extremo que atinge a Europa, a Ásia e os Estados Unidos.

    Grandes áreas do sul e do leste da Europa foram colocadas em alerta vermelho para onda de calor nesta terça-feira (18).

    A ilha mediterrânea da Sardenha, parte da Itália, pode ter máximas de mais de 47 °C. Segundo meteorologistas, as temperaturas podem passar dos 40 °C em várias cidades italianas, chegando a 43 °C graus na região de Roma.

    Com temperaturas escaldantes atingindo a Europa durante o pico da temporada de turismo no verão, a OMM disse que a onda de calor no hemisfério norte deve se intensificar.

    Estima-se que 61 mil pessoas podem ter morrido por conta das ondas de calor no ano passado apenas na Europa.

    O centro de coordenação de resposta a emergências da União Europeia emitiu alertas vermelhos para altas temperaturas na maior parte da Itália, nordeste da Espanha, Croácia, Sérvia, sul da Bósnia e Herzegovina, e Montenegro.

    As ondas de calor neste verão, com temperaturas acima de 53 °C no Vale da Morte na Califórnia, nos EUA, e mais de 52 °C no noroeste da China, coincidiram com incêndios florestais atingindo a região da Grécia aos Alpes suíços e inundações mortais na Índia e na Coreia do Sul.

    A situação aumenta a urgência das negociações nesta semana entre Estados Unidos e China, os maiores poluidores e emissores de gases de efeito estufa do mundo.

    O enviado climático dos EUA, John Kerry, se reuniu com autoridades chinesas em Pequim e expressou esperança de que a cooperação climática possa redefinir os laços conturbados entre as duas potências.

    O presidente chinês, Xi Jinping, enfatizou o compromisso de Pequim com a neutralidade de carbono.

    “As temperaturas na América do Norte, Ásia, no norte da África e Mediterrâneo ficarão acima de 40 °C por um número prolongado de dias nesta semana, à medida que a onda de calor se intensifica”, disse a OMM.

    As temperaturas mínimas durante a noite também devem atingir novos picos, afirmou a OMM, criando o risco de aumento de casos de ataques cardíacos e mortes.

    “Embora a maior parte da atenção se concentre nas temperaturas máximas durante o dia, são as temperaturas noturnas que apresentam os maiores riscos à saúde, especialmente para as populações vulneráveis”, afirmou a agência da ONU.

    O calor na Europa também pode levar a uma mudança duradoura nos hábitos dos turistas, com mais pessoas escolhendo destinos mais frios ou viajando durante a primavera e o outono, previram organizações de turismo.

    Na Espanha, no auge de uma campanha eleitoral para a votação de domingo, os políticos têm se adaptado ao calor escaldante mudando o local e os horários de seus comícios ou limitando a campanha ao ar livre e migrando para eventos online.

    Os cientistas há muito alertam que as mudanças climáticas, causadas pelas emissões de gases de efeito estufa, principalmente pela queima de combustíveis fósseis, tornarão as ondas de calor mais frequentes, severas e mortais. Eles dizem que os governos precisam tomar medidas drásticas para reduzir as emissões.

    O Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia diz que 2022 e 2021 foram os verões mais quentes que o continente já registrou. A temperatura mais alta já registrada na Europa, de 48,8 °C, ocorreu na Sicília há dois anos.