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    Agências humanitárias alertam para desnutrição infantil extrema na Faixa de Gaza

    Nível é crítico no norte do território palestino, área mais afetada pela guerra

    Palestinos se reúnem perto de casas destruídas por ataques aéreos e de artilharia de Israel no norte da Faixa de Gaza
    Palestinos se reúnem perto de casas destruídas por ataques aéreos e de artilharia de Israel no norte da Faixa de Gaza Foto: Mohammed Salem - 14.mai.2021/Reuters

    Da CNN

    Os níveis de desnutrição infantil no norte da Faixa de Gaza são “particularmente extremos” e cerca de três vezes mais elevados do que no sul do território palestino, disse nesta terça-feira (5) o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a área.

    Exames realizados em centros de saúde no norte de Gaza em janeiro revelaram que uma em cada seis crianças com menos de dois anos de idade estava gravemente desnutrida, afirmou Richard Peeperkorn. Ele acrescentou que o número “provavelmente é maior hoje”.

    Peeperkorn destacou ainda que a desnutrição infantil “nunca foi um problema” em Gaza antes da guerra, e que os limites à entrega de ajuda resultaram em cerca de 90% das crianças com menos de doi anos de idade em situação de pobreza alimentar grave.

    Falando no mesmo evento, o porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), James Elder, ressaltou que a disparidade nas taxas de desnutrição infantil no norte e no sul de Gaza mostra fundamentalmente que “quando essa gota de ajuda pode chegar, faz uma diferença que salva vidas”.

    Pelo menos 15 crianças morreram de fome no território palestino, pontuou um porta-voz do Ministério da Saúde palestino no domingo (3).

    Esse número poderá ser superior, uma vez que o acesso limitado ao norte de Gaza tem dificultado a capacidade das agências de ajuda humanitária de descobrirem toda a extensão da situação ali.

    Peeperkorn observou que todas as missões propostas pela OMS ao norte de Gaza em fevereiro foram negadas.

    A OMS conseguiu chegar a alguns hospitais no norte de Gaza no início de março, disse Peeperkorn. Ele descreveu as cenas em uma instalação, o Hospital Al-Awda, como “particularmente terríveis”.