Agricultores protestam contra acordo entre UE e Mercosul na França

Sindicatos agrícolas também criticaram tarifas impostas pelos Estados Unidos

Clotaire Achi e Michaela Cabrera, da Reuters
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Cerca de cem agricultores franceses protestaram em frente ao Palácio de Versalhes, situado nos arredores de Paris, nesta sexta-feira (26), pedindo a eliminação das regulamentações sobre práticas agrícolas que, segundo eles, estão reduzindo seus lucros e ameaçando seu sustento.

Os sindicatos agrícolas franceses, incluindo os Jeunes Agriculteurs (Jovens Agricultores em tradução literal), participaram de um dia de protesto contra o acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul com os países sul-americanos, e contra as tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Eles planejam aumentar a pressão sobre o novo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, para resolver queixas.

O presidente da seção dos Jeunes Agricultures no departamento de Seine et Marne, Maxime Lievin, afirmou que os agricultores franceses podem garantir a soberania na produção de alimentos, mas não se forem forçados a competir com produtos da América do Sul.

Os trabalhadores temem que um acordo com o Mercosul traga mais carne bovina, frango, açúcar e milho do Brasil e da Argentina, países que, segundo eles, usam pesticidas em plantações e antibióticos de crescimento na pecuária, proibidos na Europa.

Um estudante de administração agrícola, Gwendal Kerscaven, disse que se preocupa com o futuro ao conversar com agricultores que se dizem endividados e lutam para evitar que suas fazendas fechem.

A Comissão Europeia apresentou o acordo comercial da UE com o Mercosul para aprovação neste mês e parece estar suavizando a oposição da França com promessas de possíveis limites às importações de produtos agrícolas.