Agricultores protestam contra acordo entre UE e Mercosul na França
Sindicatos agrícolas também criticaram tarifas impostas pelos Estados Unidos
Cerca de cem agricultores franceses protestaram em frente ao Palácio de Versalhes, situado nos arredores de Paris, nesta sexta-feira (26), pedindo a eliminação das regulamentações sobre práticas agrícolas que, segundo eles, estão reduzindo seus lucros e ameaçando seu sustento.
Os sindicatos agrícolas franceses, incluindo os Jeunes Agriculteurs (Jovens Agricultores em tradução literal), participaram de um dia de protesto contra o acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul com os países sul-americanos, e contra as tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Eles planejam aumentar a pressão sobre o novo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, para resolver queixas.
O presidente da seção dos Jeunes Agricultures no departamento de Seine et Marne, Maxime Lievin, afirmou que os agricultores franceses podem garantir a soberania na produção de alimentos, mas não se forem forçados a competir com produtos da América do Sul.
Os trabalhadores temem que um acordo com o Mercosul traga mais carne bovina, frango, açúcar e milho do Brasil e da Argentina, países que, segundo eles, usam pesticidas em plantações e antibióticos de crescimento na pecuária, proibidos na Europa.
Um estudante de administração agrícola, Gwendal Kerscaven, disse que se preocupa com o futuro ao conversar com agricultores que se dizem endividados e lutam para evitar que suas fazendas fechem.
A Comissão Europeia apresentou o acordo comercial da UE com o Mercosul para aprovação neste mês e parece estar suavizando a oposição da França com promessas de possíveis limites às importações de produtos agrícolas.


