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    Ajuda à Ucrânia: Hungria diz que está longe de acordo com UE

    Bloco tenta chegar a consenso para enviar ajuda financeira à Ucrânia

    Gergely Gulyas, chefe de gabinete do premiê da Hungria, em Budapeste
    Gergely Gulyas, chefe de gabinete do premiê da Hungria, em Budapeste REUTERS/Gergely Szakacs

    Gergely Szakacsda Reuters

    A Hungria está longe de chegar a um acordo com a União Europeia sobre ajuda à Ucrânia, disse o chefe de gabinete do primeiro-ministro húngaro na quinta-feira (18).

    A UE tenta chegar a um acordo sobre mais ajuda financeira para a Ucrânia, que luta contra uma invasão russa, quando os líderes do bloco se reunirem no início de fevereiro, embora o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, continue se opondo.

    “Estamos negociando com a comissão (europeia), mas nossas posições estão distantes umas das outras, portanto, um acordo não é certo”, disse Gergely Gulyas em um briefing.

    “No entanto, a falta de acordo também não seria uma tragédia porque, nesse caso, os 26 Estados membros podem apoiar a Ucrânia”, afirmou ele, acrescentando que a Hungria não descarta a possibilidade de apoiar a Ucrânia bilateralmente.

    Ursula von der Leyen, que chefia a comissão executiva da UE, disse na quarta-feira (17) que estava confiante em encontrar uma solução entre os 27 membros do bloco.

    Gulyas afirmou que a Hungria é contra o apoio à Ucrânia “por meio de um empréstimo, e não achamos que seja uma boa ideia fazer isso dentro do orçamento da UE, porque o dinheiro da Hungria pode acabar sendo dado à Ucrânia”.

    Embora os líderes da UE tenham concordado, no mês passado, em iniciar as negociações de adesão com a Ucrânia, a Hungria vetou a extensão do dinheiro a Kiev.

    A comissão propôs canalizar a ajuda por meio de uma revisão do orçamento compartilhado da UE para 2024-27, que também forneceria mais financiamento para a imigração e outras prioridades.

    Fornecer ajuda por meio de 26 acordos bilaterais é uma opção que tem sido discutida, mas é mais complicada e cara do que passar pelos cofres centrais e pode prejudicar a unidade da UE.