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    Alemanha aponta Rússia como maior ameaça e alerta sobre poderio da China em documento

    Em documento que detalha política externa, Berlim indica que passará a priorizar mais a segurança do que os interesses econômicos do país

    Chanceler alemão, Olaf Scholz, apresenta documento durante coletiva de imprensa, em Berlim, Alemanha
    Chanceler alemão, Olaf Scholz, apresenta documento durante coletiva de imprensa, em Berlim, Alemanha 14/06/2023REUTERS/Fabrizio Bensch

    Sarah MarshMatthias Williamsda Reuters em Berlim

    A Alemanha anunciou sua primeira Estratégia de Segurança Nacional nesta quarta-feira (14), chamando a Rússia de maior ameaça à Europa e alertando sobre a crescente rivalidade com a China enquanto Pequim tenta usar seu poderio econômico para alcançar objetivos políticos.

    O documento fornece uma visão geral da política externa de Berlim, que passou a priorizar a segurança mais do que os interesses econômicos no ano e meio desde a invasão da Ucrânia pela Rússia.

    “Esta é uma grande mudança que está sendo realizada por nós na Alemanha na forma como lidamos com a política de segurança”, afastando da estratégia militar isolada e em direção a um conceito de segurança integrada, disse o chanceler Olaf Scholz na apresentação do documento.

    A estratégia também abordou ameaças desde as mudanças climáticas até interrupções na cadeia de suprimentos.

    O plano também visa garantir uma abordagem interministerial mais coesa para a segurança, embora o governo não tenha chegado a um acordo sobre a criação de um Conselho de Segurança Nacional devido a divergências dentro da coalizão de três vias de Scholz sobre onde ele deveria ser instalado.

    Uma das poucas promessas específicas feitas na estratégia, entretanto, refere-se à preparação militar.

    Dias após a invasão da Rússia em fevereiro de 2022, Scholz fez um discurso anunciando uma “virada de uma era” ou “Zeitenwende”, na qual disse que a Alemanha a partir de agora investiria mais de 2% da produção econômica em defesa após anos resistindo aos apelos dos aliados da Otan para isso.