Alfândega diz ter emitido seis alertas sobre substâncias perigosas em Beirute
Explosão em Beirute pode ter sido causada por 2.750 toneladas de nitrato de amônio armazenadas por seis anos, sem medidas de segurança

O chefe da Autoridade Aduaneira do Líbano, Badri Daher, disse ter alertado repetidamente o judiciário do país sobre a existência de substâncias perigosas armazenadas no porto de Beirute.
Daher afirmou ter enviado seis memorandos para autoridades judiciais, alertando que as substâncias representam um perigo para as pessoas, segundo o canal LBC do Líbano.
"Daher revelou que pediu para retirar esses materiais, mas isso não aconteceu", informou o LBC, que não informou as datas em que os memorandos foram enviados.
A explosão em Beirute pode ter sido causada por 2.750 toneladas de nitrato de amônio armazenadas por seis anos, sem medidas de segurança adequadas no porto, segundo o presidente libanês, Michel Aoun.
Aoun prometeu uma investigação transparente sobre as causas da explosão de terça-feira (4) e prometeu que os responsáveis serão responsabilizados e punidos.
Resgates
Equipes de resgate libanesas seguem, nesta quarta-feira (5), vasculhando os escombros à procura de sobreviventes da poderosa explosão que destruiu parte da capital Beirute na terça-feira, matando ao menos 113 pessoas e ferindo quase 4.000, segundo o Ministério da Saúde do Líbano.
Especialistas afirmam que número ainda deve aumentar.
"É como uma zona de guerra. Estou sem palavras", disse o prefeito de Beirute, Jamal Itani, enquanto inspecionava os danos na quarta-feira; "É uma catástrofe para Beirute e o Líbano".
(Com informações da Reuters)