Aliados de Netanyahu criticam plano de Trump para Gaza: "Erro grave"

O Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, ameaçou deixar o governo se, após a libertação dos reféns, o Hamas continuar existindo

Dana Karni, da CNN
Itamar Ben-Gvir em Jerusalém
Itamar Ben-Gvir em Jerusalém  • REUTERS/Ronen Zvulun
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Os parceiros de extrema direita da coalizão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, criticaram a proposta de cessar-fogo do presidente dos EUA, Donald Trump, em suas primeiras declarações desde que o Hamas disse estar pronto para iniciar as negociações.

O Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, ameaçou deixar o governo "se, após a libertação dos reféns, o Hamas continuar existindo".

Em um comunicado, Ben Gvir disse: "Não faremos parte de uma derrota nacional que seria vergonhosa e se tornaria uma bomba-relógio para o próximo massacre".

A proposta de Trump concede anistia a qualquer membro do Hamas que "se comprometa com a coexistência pacífica" com Israel.

O Ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, considerou um "erro grave" conduzir negociações com o Hamas sem estar sob ataque.

 

“A decisão do Primeiro-Ministro de interromper a ofensiva em Gaza e, pela primeira vez, conduzir negociações sem fogo é um erro grave e uma receita certa para o Hamas ganhar tempo e para uma crescente erosão da posição de Israel”, disse Smotrich em uma publicação no X.

Israel havia afirmado no passado que só negociaria com o Hamas enquanto o exército israelense ainda estivesse bombardeando Gaza, considerando isso uma forma de aplicar pressão militar ao Hamas.

Mas Trump pediu a Israel que suspendesse imediatamente o bombardeio de Gaza, forçando Netanyahu a restringir o ataque israelense à Cidade de Gaza e ao enclave devastado.

Mas nenhum dos dois parlamentares de extrema direita ameaça deixar o governo imediatamente.

Em vez disso, ambos indicam que esperarão para ver o que acontece após a libertação dos reféns, já que é a primeira fase da proposta de cessar-fogo de Trump.