Análise: Mercado aguarda conversa entre Trump e Xi Jinping

Analista Débora Oliveira aponta tarifas, semicondutores, terras raras e guerra no Oriente Médio como temas centrais do encontro, ao Live CNN

Da CNN Brasil
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Donald Trump chegou a Pequim nesta quarta-feira (13) para uma reunião bilateral com Xi Jinping, em um encontro considerado de grande representatividade diplomática. A visita marca o primeiro contato direto entre os dois líderes em solo chinês desde 2017, em meio a um cenário de tensões comerciais e ao impasse nas negociações envolvendo a guerra no Oriente Médio.

A analista de economia Débora Oliveira ao Live CNN destacou que a relação entre Estados Unidos e China não é algo recente. "Esse confronto, inclusive comercialmente falando, entre os dois países vem de décadas e de outras gestões americanas também", afirmou. Segundo ela, a visita carrega uma sinalização política importante, dado o contexto de disputas acumuladas entre as duas potências.

Tarifas e acesso ao mercado chinês

Um dos principais temas esperados para o encontro é a questão das tarifas comerciais. Débora Oliveira explicou que o interesse dos Estados Unidos é fazer com que a China abra seu mercado para empresas americanas, especialmente as do setor de tecnologia. "Na China não tem o funcionamento do WhatsApp, o YouTube, o X — diversas empresas americanas enfrentam esse bloqueio chinês", disse a analista. O lado chinês alega questões de segurança para justificar as restrições, o que, segundo Débora, foi um dos fatores que impulsionou o acirramento tarifário entre os dois países.

Semicondutores, terras raras e Taiwan

Outro ponto central da agenda é a disputa em torno de semicondutores e terras raras. Débora lembrou que os Estados Unidos chegaram a impedir que a empresa americana NVIDIA enviasse determinados chips à China, dado o papel estratégico desses componentes em celulares, carros, equipamentos eletrônicos e armamentos. "Sem terras raras não conseguimos fazer semicondutores", afirmou a analista, acrescentando que a China detém grandes reservas de materiais e desenvolveu expertise em sua extração.

O tema se torna ainda mais sensível pelo fato de que parte significativa dos semicondutores é produzida em Taiwan — território que a China reivindica como seu, mas que os Estados Unidos defendem. "Qualquer discordância nesse ponto pode fazer tudo ir por água abaixo", alertou Débora.

Guerra no Oriente Médio como moeda de troca

A Guerra no Oriente Médio também deve marcar presença nas negociações, sendo apontada pela analista como uma possível "moeda de troca" entre as partes. Ela explicou que a China é um grande comprador de petróleo iraniano e não tem interesse em bloqueios no Estreito de Hormuz nem na elevação do preço do barril.

"A China tem interesse que essa guerra se resolva e pode ser um intermediador porque tem portas abertas com Teerã", complementou. Por outro lado, os Estados Unidos têm interesse em que Taiwan continue produzindo e fornecendo semicondutores. "Os dois têm interesse dos dois lados, mas não vai ser uma discussão muito fácil", concluiu Débora.

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