Análise: Tensão entre Colômbia e EUA é soluço de crise em relação histórica

Segundo a analista de Internacional da CNN Fernanda Magnotta, o encontro entre Gustavo Petro e Donald Trump marca recuo em uma relação majoritariamente pragmática entre os dois países

Da CNN Brasil
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O encontro entre o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, representa um recuo pragmático nas relações entre os dois países após um período de tensão. A análise é da especialista em Internacional da CNN Fernanda Magnotta que descreve o momento de crise como um "soluço" de crise em uma relação historicamente pragmática.

"Esse é um encontro importante. Ele é emblemático porque sinaliza, de certa maneira, esse recuo pragmático nas relações entre Estados Unidos e Colômbia. E traz à tona, novamente, um tripé histórico que vinha sustentando essas relações ao longo das últimas décadas", explicou Magnotta durante participação no CNN 360º.

Segundo a analista, os dois países são muito codependentes em três frentes principais: segurança e combate ao narcotráfico, segurança hemisférica (incluindo questões como fluxo migratório e crises regionais) e comércio e investimentos.

Relação estratégica apesar de divergências ideológicas

Magnotta observou que apesar de estarem em campos políticos opostos, o que gera naturalmente tensões, tanto Petro quanto Trump são figuras populistas que empacotam a relação externa e usam um ao outro para reforçar discursos de consumo doméstico.

Para Petro, a estratégia é enfatizar a defesa da soberania colombiana. A analista explica que por mais que o presidente colombiano tenha sido pessoalmente citado em várias ocasiões de maneira bastante dura pelo presidente Trump, a não subjugação soa bem para sua audiência doméstica.

Já do lado americano, Trump busca promover a narrativa de uma vitória diplomática pessoal. Magnotta destaca que o presidente americano usa a operação da Venezuela para demonstrar que, após esse episódio, a Colômbia recuou, se dispôs a negociar e aceitou os termos impostos pelos EUA.

Segundo Magnotta, o histórico recente de tensão é mais a exceção do que a regra na relação bilateral, que possui razões históricas para existir e se manter: "Muito pouco significa, além de um soluço de crise numa relação pragmática que tem razões para existir ao longo de décadas".

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