Análise: Trump age com mais ousadia no Ocidente que governos anteriores

Segundo análise de Fernanda Magnotta no CNN 360º, presidente usa a estratégia de construir a ideia que os cartéis são inimigos e ameaçam os Estados Unidos

Da CNN Brasil
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A política de segurança dos Estados Unidos tem mostrado uma nova abordagem em relação aos cartéis de drogas, com ações mais assertivas no hemisfério ocidental. A estratégia inclui a designação de organizações criminosas como grupos narcoterroristas, permitindo o uso de recursos militares tradicionalmente reservados para ameaças excepcionais. A análise é de Fernanda Magnotta no CNN 360º.

A escalada discursiva tem se intensificado, com referências aos cartéis como "Estado Islâmico do Ocidente" e "Al-Qaeda da região", que são termos que a opinião pública americana reconhece com facilidade. "Esta narrativa visa construir a percepção de uma ameaça internacional que demanda ações urgentes e recursos extraordinários dos Estados Unidos" explica a analista de Internacional da CNN.

Estratégia doméstica e internacional

A abordagem estabelece uma conexão direta entre violência, criminalidade, imigração e tráfico de drogas. Cidades como Chicago, Portland e São Francisco foram citadas como exemplos como locais que não são seguros e que necessitariam de intervenção federal, especialmente através do emprego da Guarda Nacional. Magnotta destaca que a Constituição americana determina que essa medida só poderia ser adotada em caso de uma ameaça de insurreição.

A justificativa legal para tais ações se baseia na classificação dos grupos criminosos como organizações terroristas, o que permite operações militares tanto em águas internacionais quanto em território americano. "Esta estratégia tem implicações significativas para o federalismo dos Estados Unidos, levantando questões sobre os limites da autoridade federal sobre estados e municípios", afirma Magnotta.

A política implementada vai além de ataques pontuais no Pacífico ou Caribe, representando uma fusão entre segurança interna e externa. Segundo Magnotta, Esta abordagem tem gerado debates sobre suas implicações jurídicas, especialmente em relação às chamadas "Cidades Santuário", conhecidas por oferecerem maior proteção a imigrantes indocumentados.

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