Análise: Trump coreografou comportamento ambíguo em encontro com Zelensky

Em reunião considerada inoportuna, presidente da Ucrânia buscou apoio militar dos EUA, enquanto Trump busca mediar as negociações com Moscou; análise é de Fernanda Magnotta no CNN 360º

Da CNN Brasil
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O encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, nesta sexta-feira (17), ocorreu em um momento considerado inoportuno para as negociações que o governo americano tentam estabelecer com a Rússia. A análise é de Fernanda Magnotta no CNN 360º.

Durante a reunião, Zelensky buscou apoio militar, especialmente a obtenção de mísseis Tomahawk, uma solicitação que gerou cautela por parte de Trump. O ucraniano deixou claro que esse armamento seria usado para realizar ofensivas contra a infraestrutura energética da Rússia.

"Trump buscou conduzir o encontro com Zelensky coreografando um comportamento ambíguo. Se ele aceitasse imediatamente seguir armando a Ucrânia, poderia interromper o canal de comunicação com Moscou. E, se vira as costas para Zelensky, desincentiva as concessões que depende para um cessar-fogo", afirma Magnotta.

Complexidades das negociações

Magnotta explica que o lado russo tem manifestado que, antes de discutir um possível cessar-fogo ou fazer concessões, deseja estabelecer o que chamam de "métricas" e "algoritmos da negociação". Estas discussões envolvem questões cruciais como a divisão territorial e as ambições ucranianas em relação à proteção da Otan.

"As negociações entre Estados Unidos e Rússia têm progredido mais lentamente do que o esperado. Após um encontro no Alasca, havia expectativas de um arranjo trilateral envolvendo Zelensky, Putin e Trump, o que não se concretizou e seguiu em outro fluxo", afirma a analista da Internacional da CNN.

Segundo Magnotta, Trump optou por sinalizar uma cooperação renovada, sem, contudo, comprometer-se totalmente com as demandas ucranianas. Isso porque há uma expectativa de um encontro com Putin na Europa nas próximas semanas para tentar avançar nessas negociações para uma resolução do conflito.

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