Análise: Trump tenta impor nova ordem global em primeiro ano de mandato

Segundo Lourival Sant'Anna no CNN Prime Time, o presidente americano não seguiu promessas de campanha e sinaliza o fim de uma ordem global baseada em regras construídas após a Segunda Guerra Mundial

Da CNN Brasil
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Em seu primeiro ano de mandato, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem demonstrado uma postura ativa na política externa que contraria suas promessas de campanha. A análise é de Lourival Sant'Anna, no CNN Prime Time.

Segundo o analista, enquanto candidato, Trump havia indicado que não interferiria nos problemas de outros países, como tradicionalmente faziam os EUA, com o objetivo de economizar recursos dos contribuintes americanos.

Porém, o que se observa é justamente o oposto: um ativismo internacional com características próprias. Lourival destaca que muitos americanos se queixam de que Trump não está cuidando dos problemas internos do país, como o alto custo de vida, enquanto promove uma série de ações no cenário internacional.

 

Entre as iniciativas de política externa de Trump destacam-se a mudança do nome do Golfo do México para Golfo da América, sua dedicação ao conflito entre Rússia e Ucrânia, a recepção com tapete vermelho a Vladimir Putin no Alasca, os ataques ao Irã junto com Israel, bombardeios a barcos no Caribe, o acordo entre Hamas e governo israelense, e o ataque cirúrgico que capturou o ditador venezuelano Nicolás Maduro.

Um dos aspectos mais significativos da política externa de Trump foi a retirada dos Estados Unidos de 66 órgãos multilaterais, incluindo agências da ONU (Organização das Nações Unidas) como Unesco, OMS (Organização Mundial da Saúde) e o Conselho de Direitos Humanos.

Para Sant'Anna, essas ações caracterizam "o fim de uma ordem baseada em regras que foi construída a partir da Segunda Guerra Mundial". O analista alerta que o mundo pode estar retornando a um período de anarquia internacional, semelhante ao que existia antes da Segunda Guerra.

"Não era uma ordem perfeita, mas pelo menos se tentava organizar o mundo, e agora o presidente dos Estados Unidos está procurando desorganizá-lo", conclui.

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