Antes de cúpula da Otan, Lituânia diz que Rússia tenta ‘engolir’ Belarus

Presidente letão Gitanas Nauseda afirma que aliança militar ocidental precisa se unir para dissuadir Moscou de influenciar governo de Aleksandr Lukashenko

Reuters

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Antes da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nesta segunda-feira (14), em Bruxelas, a Lituânia disse que a Rússia está tentando “engolir” Belarus e que a aliança militar ocidental precisa se unir para dissuadir Moscou.

“Belarus está perdendo os últimos elementos da independência e essas tendências são muito perigosas”, disse o presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, ao chegar ao encontro.

“Espero que o presidente (dos EUA) Biden envie uma mensagem muito clara sobre a determinação e unidade da Otan, e reaja com mensagens muito claras ao que está acontecendo”, disse, acrescentando que a Otan não terá laços mais estreitos com a Rússia enquanto Moscou não mudar suas ações.

No mês passado, um voo da Ryanair que partiu de Atenas, na Grécia, para Vilnius, capital da Lituânia, foi interceptado por um avião de guerra bielorrusso e forçado a pousar em Minsk.

Cinco passageiros, incluindo o jornalista dissidente Roman Protasevich – que foi preso –, não chegaram ao destino, disseram autoridades lituanas.

Rússia e China são desafios para cúpula

Os desafios colocados pela Rússia e China estão entre os principais tópicos a serem discutidos pelos líderes da Otan na cúpula em Bruxelas, disse a chanceler alemã Angela Merkel na segunda-feira, destacando a necessidade de responder às campanhas de desinformação de Moscou.

Ao chegar à cúpula, Merkel disse que os líderes também discutiriam maneiras de trabalhar com a Geórgia e a Ucrânia, dois países que buscam laços mais estreitos com a Otan como um baluarte contra a ameaça de seu vizinho gigante, a Rússia.

“As questões da agenda hoje dizem respeito a todos nós. Em primeiro lugar, o desafio que enfrentamos: a Rússia, mas também a região Indo-Pacífico com a China em medida crescente”, disse ela.

“Os desafios híbridos estão se tornando cada vez mais importantes: ataques cibernéticos e, especialmente no que diz respeito à Rússia, campanhas de desinformação.”

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